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| Recife, Sexta-Feira, 17 de Abril de 1998 |
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Palavra de Mulher Você tem um filho adolescente e nunca conversou com ele sobre sexo. Um dia, você descobre que seu filho é homossexual. Qual a sua reação? "Eu acho que as mães nunca irão abrir mão de seus filhos. Nós tentamos educá-los. O ser humano já é discriminado, imagine sendo homossexual? Então é claro que eu não gostaria de ver meu filho nesta situação. Mas caso ele fosse gay teria todo meu apoio. Eu estaria relutante, mas não o abandonaria. Não encaro isso, no entanto, como uma coisa normal. Vai de encontro aos meus valores." Mailu Alverenga Penha, 27, comerciária "Eu acho que para um homem enfrentar esse tipo de coisa é porque ele realmente quer, é algo mais forte do que ele, não é safadeza. Então eu apoiaria, ele não deixaria de ser meu filho por conta disso. É um direito de cada um escolher suas preferências sexuais e eu não seria contra. Não seria uma felicidade, mas eu aceitaria sem maiores problemas". Constância Maria Nunes, 32, professora "Se ele se abrisse comigo, eu encararia numa boa. Acho normal, cada um deve seguir seu desejo sexual. Os pais que passarem por esta situação devem insistir no diálogo aberto, com muita franqueza. Orientar seus filhos, participar de palestras sobre o assunto e não forçá-lo a nada, isso é que é fundamental. Porque, psicologicamente, existe um fundo de participação materna e paterna na formação e na escolha que tomam os seus filhos". Raquel Nunes, 46, psicóloga "Cada um vive como gosta, a gente tem que respeitar. Se eu descobrisse que meu filho é gay, ficaria chocada. Mesmo assim, procuraria saber da boca dele, acho que ele deveria procurar a mim para explicar, para tentar me fazer compreender exatamente o que estaria se passando com ele, já que sou mãe. Mas certamente daria apoio no final". Marinalva da Silva Barbosa, 42, doméstica "Ele não deixaria de ser meu filho, se fosse homossexual. Acho que gostaria até mais dele por assumir o que tem dentro, sem esconder isso de ninguém. Acho que isso é o mais importante. Lá em casa todo mundo é muito aberto e ensina-se desde pequeno que a opção sexual deve ser respeitada. No dia em que todos pensarem assim, não haverá tanta prostituição". Tereza Maria Rebelo Carrozzino, 50 anos, administradora "Se um filho meu fosse gay eu tentaria aconselhá-lo a deixar essa vida. Nunca o poria para fora de casa, porque filho é sempre filho, mas acho que quem nasce do sexo masculino deve ser homem sempre. Eu não gosto dessas coisas não. Não entendo muito os motivos, mas acho errado. Tenho um filho homem mas, graças a Deus, ele não é homossexual". Romilda Correia, 47, cambista |
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