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| Recife, Sexta-Feira, 17 de Abril de 1998 |
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A ressurreição do filme Alien Desta vez a direção é do francês Jean-Pierre Jeunet conhecido do circuito alternativo Ernesto Barros A Lei de Lovoisier é mais uma vez aplicada em Hollywood. Com Alien3, pensava-se que a brilhante série de ficção-científica produzida pela Fox - iniciada no final dos anos 70 pelas mãos do inglês Ridley Scott e continuada nos anos 80 por James Cameron -, teria chegado a um fim. Afinal, a personagem principal da série, Ripley (eternizada por Sigourney Weaver), excluindo as criaturas alienígenas, era dada como morta no final. E o filme, o primeiro assinado por David Fincher (que depois faria o magistral Seven), não encontrou boa acolhida nem de público nem de crítica em 92. Então, cinco anos depois, é mais do que uma surpresa o aparecimento de Alien - A Ressurreição, desta vez assinado pelo francês Jean-Pierre Jeunet. Além de Jeunet, conhecido no circuito alternativo pelo apurado visual estilizado demonstrado em Delicatessen e Ladrão de Sonhos, dirigidos em parceria com Jean Marc Caro, Alien - A Ressurreição traz outras novidades. A principal é a presença de Winona Ryder. A delicada atriz de Edward - Mãos de Tesoura, Colcha de Retalhos e Drácula de Bram Stoker, entre tantos outros, aparece como uma mercenária encarregada de transportar material para as experiências genéticas dos cientistas da Nave Auriga, o que resultará na ressurreição de Ripley. No final de Alien3, a heroína interpretada por Sigourney Weaver, frágil e de cabeça pelada, jogava-se num fosso cheio de metal derretido. Era a única maneira que ela tinha de matar a rainha alien que se alojara em seu peito. No novo filme, Ripley é ressuscitada através de métodos de clonagem. Na verdade, ela chama-se agora Clone 8, e traz em seu corpo tanto elementos humanos como alienígenas, já que seu DNA foi misturado. A batalha dos cientistas é fazer a retirada da rainha alien do corpo dela para criar uma nova raça de criaturas para fins bélicos. Alien - A Ressureição passa-se duzentos anos depois da história desenvolvida no último filme. A mesma empresa que se responsabilizava pela astronave Nostromo - em Alien - O 8o Passageiro - volta a patrocinar as experiênciascom os aliens, na gigantesca astronave Auriga. Mas algo dá errado com a chegada dos mercenários, os aliens recriados fogem e a Auriga fica sem tripulação. Automaticamente, a nave redireciona seu rumo no espaço e seu destino é a Terra. Dentro dela, além de uma Ripley semi-humana, vem também uma série de novas criaturas. Entre elas, chama a atenção uma criatura gosmenta chamada Newborn. Com uma equipe que ainda remonta ao primeiro filme da série - como o produtor Walter Hill -, Alien - A Ressurreição, no entanto, traz um monte de gente da troupe de Jean-Pierre Jeunet. No elenco, os feiosos Ron Perlman e Dominique Pinon, dois atores fetiches do diretor. Na parte técnica, a menção obrigatória é o nome do fotógrafo Dharius Khondji, um gênio das luzes e sombras responsável pela iluminação de Delicatessen e Ladrão de Sonhos. Aqui, ele desenvolveu uma técnica para aumentar contrastes entre o claro e escuro, de especial importância nas cenas interiores da astronave. Khondji já trabalhou com David Fincher (Seven), Bertolucci (Beleza Roubada), Milcho Manchevski (Antes da Chuva) e Alan Parker (Evita). SERVIÇO Alien - A Ressurreição (Alien Ressurrection) - Dir.: Jean-Pierre Jeunet. Em exibição no Recife 3 às 14h40, 16h50, 19h e 21h10. No Veneza na segunda às 14h20, 15h30 e 18h40 e de terça a domingo às 14h30, 16h40, 18h50 e 21h. A censura é de 12 anos |
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