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| Recife, Sexta-Feira, 17 de Abril de 1998 |
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Morre o carrasco do Camboja Líder do Khmer Vermelho, Pol Pot torturou e matou cerca de 2 milhões de cambojanos, entre 1975 e 79 SURIN (Tailândia) - O chefe histórico do Khmer Vermelho, Pol Pot, morreu de um ataque do coração, anunciaram representantes de seu movimento, acrescentando que o corpo do responsável pelo genocídio de cerca de 2 milhões de cambojanos, entre 1975 e 1979, será incinerado em três dias. O Khmer Vermelho mostrou o suposto cadáver do líder histórico, numa cabana perto da fronteira tailandesa, a um grupo de jornalistas, os quais disseram que parecia corresponder ao do sanguinário ditador. O Japão também recebeu a confirmação através do governo tailandês. "Pol Pot sofreu um ataque cardíaco. Morreu na noite de quarta-feira às 23h15 local", afirmou um integrante da guerrilha interrogado por telefone pela rede Worldwide Television News (WTN), em Surin, (sudeste da Tailândia). "Permaneci com o corpo em uma casa na região montanhosa" (norte do Camboja), destacando que os aliados de Pol Pot estão a seu lado. JULGAMENTO Outro responsável da guerrilha, Khen Ngun, disse que os integrantes do Khmer tentaram manter Pol Pot com vida o maior tempo possível, para que pudesse comparecer ao Tribunal Internacional por Crimes de Guerra. Ele foi afastado da direção da guerrilha, em 14 de junho passado, depois de um ajuste de contas sangrento com a facção dura do chefe militar khmer Ta Mok. Por causa disso, foi preso, julgado por traição e condenado à prisão perpétua por seus antigos companheiros num julgamento popular. Foi posto em prisão domiciliar, sob a guarda de seu antigo conselheiro Nuon Chea, num povoado próximo a Anlong Veng, última base khmer, perto da Tailândia, que recentemente caiu nas mãos das forças cambojanas. Os militares cambojanos, bem como os serviços de informação, estimaram, ontem, em Phnom Penh que o violento Pol Pot estava morto, embora não pudessem confirmá-lo. "Não posso dizer com segurança que Pol Pot esteja morto, mas sinceramente acredito que sim, porque estava muito, doente", disse o chefe do Estado-Maior adjunto, o general Meas Sophea. |
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