(Atualizado no dia 17/4/1998)

Leilões rendem R$ 94,8 milhões

Em todos os Estados brasileiros, a compra e venda de bovinos e eqüinos reagem mesmo sem o apoio oficial

Cláudio Castanha

Apesar do panorama desfavorável da economia brasileira, em que ainda são muito indefinidos e indesejáveis os índices de atuação do governo federal para o setor agropecuário, animais de seleção são investimentos garantidos e apresentam uma boa valorização no mercado. No ano passado, por exemplo, foram realizados no País 656 leilões oficiais de gado e cavalos de raça com a venda, através de financiamento direto entre o vendedor e o comprador, de 29.904 animais proporcionando um faturamento global de R$ 94,8 milhões. O referencial dos leilões de 1997 serve para indicar a tendência do mercado para 1998, cuja a temporada se inicia agora.

O segmento dos leilões de animais de elite tem se desenvolvendo de forma criativa. A confiança mútua tem sido a tônica deste mercado onde os financiamentos são realizados diretamente entre as partes envolvidas. Como nos anos anteriores, quem deu as cartas neste tipo de mercado foi o comprador que a cada ano vem demonstrando ser mais seletivo, preocupado em adquirir bons animais, de boa procedência.

No ano passado levou-se em conta principalmente a realidade dos preços e o correto trabalho promocional dos profissionais dos leilões para colocar animais na agenda dos compradores comuns. Aqueles eventos promocionais ricos, de muita pompa, cada vez mais deixam de existir neste tipo de mercado

Dentre as 14 raças bovinas de corte selecionadas no Brasil, a Nelore foi a que mais vendeu. Foram comercializados 7.402 animais de elite arrematados em 118 leilões, com renda global de R$ 17,8 milhões e uma média de R$ 2,4 mil por cada Nelore. O Limousin foi a raça que obteve a melhor média no Brasil: R$ 7,19 mil por animal.

Os 25 leilões da raça realizados no ano passado, reunidos faturaram R$ 8,32 milhões com a comercialização de 1.158 exemplares. O Simental foi a terceira mais importante raça de corte em termos de comercialização em leilões de elite. Os 42 pregões venderam 1.666 animais para um faturamento de R$ 5,87 milhões e uma média unitária de R$ 3,5 mil.

As demais raças de corte comercializadas nos leilões realizados nas diversas regiões brasileiras com suas respectivas médias foram: Santa Gertrudis (R$ 3,87 mil), Marchigiana (R$ 2,93 mil), Guzerá (R$ 2.54 mil), Angus (R$ 1,71 mil), Brangus (R$ 1,71 mil), Blonde D€Aquitaine (R$ 1,73 mil), Charolês (R$ 1,33 mil), Canchin (R$ 1,35 mil), Tabapuã (R$ 1,24 mil), Simbrasil (R$ 1,27 mil), Chianina (R$ 1.27 mil) e Caracu (R$ 1,07 mil) dentre outras.

Os bovinos das raças leiteiras, Holandesa, Girolanda, Jersey e Pardo Suíço mantiveram seus preços equilibrados. O destaque foi para a raça Holandesa que realizou 57 remates em vários Estados do País, com a venda de 3.407 animais para um faturamento de R$ 7,3 milhões e uma média unitária estimada em R$ 2.143,00.

Os selecionadores do gado de leite Girolando tiveram a oportunidade de participar 58 leilões, que registraram o remate de 3.460 animais e renderam um faturamento de R$ 4,32 milhões (com a média de R$ 1,24 mil). O gado Pardo Suíço obteve média de R$ 2,56 mil, enquanto a raça Jersey obteve R$ 2,23 mil(por animal comercializado).


Mercado de cavalos está em plena evolução no Brasil

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