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| Recife, Sexta-Feira, 17 de Abril de 1998 |
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Ministros apontam briga política no PFL Tribunal de Contas vê confronto entre ACM e Maciel Os torpedos disparados pelo senador baiano Antônio Carlos Magalhães (PFL) em direção ao Tribunal de Contas da União (TCU) escondem uma antiga disputa travada entre ele e o vice-presidente da República, Marco Maciel, pela hegemomia do PFL. Esta foi a leitura política feita informalmente por alguns ministros daquela instituição depois do senador frisar que o TCU enquanto órgão auxiliar do Congresso não pode ditar normas nem orientar a atividade dos parlamentares. "Ele já está pensando no projeto Luís Eduardo 2002 e sabe que o grupo de Maciel pode prejudicá-lo", opinou um ministro, minimizando a atitude do senador. Ressalte-se que foi um pefelista pernambucano, o deputado federal Mendonça Filho quem formulou a consulta ao TCU que retardou a liberação do adiantamento de R$ 700 milhões que o governador Miguel Arraes esperava receber no final do mês passado. Segundo o DIÁRIO apurou, há nesta história o dedo do senador tucano Carlos Wilson, que teria instigado o seu amigo pessoal ACM, a cutucar Maciel no intuito de fundar uma terceira via política em Pernambuco. FORTALECIMENTO O próprio Mendonça Filho sinalizou neste sentido. "Certamente levaram informações incorretas ao senador Antônio Carlos Magalhães". Na sua opinião, a decisão do TCU de obrigar o governo de Pernambuco a submeter a liberação dos R$ 700 milhões ao Senado e ao Banco Central só fortalece o Congresso. Mendocinha descartou a possibilidade de estar havendo uma queda-de-braço engre Maciel e ACM. "Por um só motivo: a iniciativa de elaborar a consulta é absolutamente minha. O vice-presidente Marco Maciel não tem nada a ver com isso. Ele está acima dessas querelas políticas e se dá muito bem com ACM", acentuou, para em seguida se referir novamente à atuação de Carlos Wilson no processo: "É como eu já disse: levaram informações incorretas ao senador ACM" IMPREVISÍVEL Embora tenha insistido em dizer que a relação entre Marco Maciel e ACM é de companheirismo, o presidente regional do PFL, deputado André de Paula, deixou claro que a pré-candidatura à Presidência da República em 2002 do filho do senador baiano, Luís Eduardo Magalhães, é legítmima mas não existe nada que assegure que ela será consolidada. Ressaltando que antes das eleições de 2002 acontecerão as eleições de 98 e do ano 2000, que produzirão dois quadros absolutamente diferentes do de hoje, André de Paula alertou: "Amanhã um César Maia, por exemplo, se eleito governador do Rio, pode fazer um grande governo e se credenciar para 2002. O mesmo pode ocorrer com um Jaime Lerner, no Paraná. Amanhã também pode ser um quadro fortíssimo para disputar o Planalto". NEGARAM O prefeito do Recife, Roberto Magalhães afirmou desconhecer qualquer desentendimento entre Maciel e ACM. Os deputados Inocêncio Oliveira, Oswaldo Coelho e José Jorge não foram encontrados pela reportagem. O senador Joel de Holanda, quando contactado, disse que não poderia falar sobre o assunto por estar no meio de uma reunião. "Até onde eu sei o candidato a vice-presidente de ACM é Marco Maciel. Pelo menos é o que ele afirmou diversas vezes", desconversou Roberto Magalhães. Ao seu ver, o enfoque que os ministros do TCU estão querendo dar à questão é totalmente equivocado. "Trata-se de uma briga institucional", avaliou, acrescentando que Antônio Carlos falou como presidente do Senado e não como um senador do PFL. |
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