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| Recife, Sexta-Feira, 17 de Abril de 1998 |
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Piora estado de saúde de Sérgio Motta Ministro voltou a ter picos de febre e complicações respiratórias SÃO PAULO - Voltou a piorar na noite de ontem o estado de saúde do Ministro das Comunicações, Sérgio Motta, internado desde o dia 7 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Depois de dois dias com a temperatura sob controle, Motta voltou a ter febre na madrugada de ontem, uma evidência de que a infecção pulmonar não foi vencida pelos antibióticos que o ministro está recebendo. Na tarde de ontem, a temperatura chegou a picos de 37,9 graus. Segundo boletim médico divulgado ontem à noite, a função respiratória do ministro também piorou. Ele continua sedado e recebendo antinflamatórios, mas a dose de antibióticos foi novamente adaptada para combater o processo infeccioso depois dos exames realizados hoje. Ainda na noite de ontem, o presidente Fernando Henrique Cardoso embarcou às pressas com destino a São Paulo, para visitar o ministro. Motta está internado na UTI do Albert Einstein há uma semana e respira com a ajuda de aparelhos. Faz uma semana que ele, de acordo com o boletim, recebe "altas frações inspiradas de oxigênio". É que seus pulmões, atingido por uma fibrose e a infecção, tem enorme dificuldade em absorver oxigênio. Os médicos ressaltam, contudo, que a piora de Motta não implicou em "comprometimento hemodinâmico". Isso significa que a oxigenação do sangue está garantida e que a infecção mantém-se restrita ao pulmão, sem espalhar-se pela corrente sanguínea. O boletim é assinado pelos médicos Bernardino Tranchesi Júnior, Carlos Carvalho, Carmen Valente Barbas e José Henrique Germann Ferreira. Sérgio Motta sofre de uma moléstia rara, chamada doença intersticial pulmonar, que se caracteriza por repetidas inflamações no pulmão seguidas da cicatrização de partes do pulmão. Essa doença compromete um tecido chamado interstício, que envolve os alvéolos, parte do pulmão responsável pelas trocas de oxigênio e gás carbônico. Cada cicatrização do interstício faz com que um novo grupo de alvéolos pare de funcionar irreversivelmente, comprometendo a capacidade respiratória de Motta. Para deter as inflamações, Motta estava tomando antiinflamatórios. Um dos efeitos desses medicamentos é a redução das barreiras imunológicas. |
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