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| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
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A arte dos fulni-ôs Tribo mostra seus costumes no Sítio da Trindade Índio não quer só apito. Quer respeito à sua tradição, condições para uma sobrevivência mais digna e divulgar seus costumes. Os índios da tribo fulni-ô, de Águas Belas (Sertão) está durante toda esta semana no Recife, onde exibem danças típicas da cultura indígena e cânticos em idioma Yathê, de hoje até sexta-feira, no Sítio da Trindade. São duas apresentações diárias, que acontecem no Sítio da Trindade às 10 e 16h, aberta ao público. Os fulni-ôs também trazem suas peças de artesanato para vender. A feira de artesanato traz flexas, machadinhas, tapetes, lanças, bolsas, maracas e outros objetos. A dança do torê faz uma espécie de meditação, de pedido aos deuses por chuvas e dias melhores. Já a dança naquessa traça comemorações de alegria. As letras das músicas trazem mensagens de união e de valores positivos da vida. Os primeiros habitantes do Brasil ainda sofrem do preconceito e da discriminação, como atesta o índio Marcelo de Albuquerque Santos, que tem uma banda de música popular brasileira "A gentequer o reconhecimento do povo branco e mais respeito aos nossos costumes", disse. São quase quatro mil índios da tribo fulni-ô. Nas coreografias do grupo de dança, eles mostram o orgulho da sua cultura. Estudando e convivendo com a civilização dos brancos, como eles dizem, os fulni-ôs preservam suas tradições, cultuam sua religião. SERVIÇO Mostra dos índios Fulni-ôs |
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