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| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
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Um duelo de titãs MOSCOU - Se a Duma rejeitar Kirienko três vezes, a câmara será automaticamente dissolvida, segundo a Constituição, e Yeltsin obrigado a convocar uma eleição parlamentar, cerca de dezoito meses antes do previsto. Nenhum dos lados mostra qualquer sinais de que irá recuar em relação a Kirienko, apesar de Yeltsin ter sugerido que estaria pronto para um compromisso sobre integrantes de menor importância do Gabinete. "Não haverá outro candidato. Eu propus Kirienko e estarei a seu lado até o fim", afirmou Yeltsin. Ele renomeou Kirienko menos de uma hora depois de a Duma tê-lo rejeitado numa primeira tentativa na sexta-feira. CONCESSÕES Mas apesar das falas duras, o presidente de 67 anos deixou claro que quer encontrar uma forma de evitar a dissolução da Duma. Ele indicou que estava considerando alguns dos nomes que as facções políticas da Duma propuseram para fazer parte do governo. Mas voltou a descartar a exigência comunista de um governo de coalizão. A maioria dos postos-chaves já está definida, de qualquer forma - os Ministérios das Finanças, Defesa, Interior e Exterior. Mas os líderes de algumas facções da Duma têm dito que podem apoiar Kiriyenko se ele anunciar antecipadamente a composição de seu Gabinete ou oferecer ministérios para integrantes de seus partidos. Yeltsin disse que havia concordado em consultar o líder da Duma, Gennady Seleznyov, hoje, apesar de o líder comunista já ter adiantado que irá pedir a Yeltsin para retirar a candidatura de Kirienko. Apenas 143 dos 450 componentes da Duma apoiaram Kirienko na última sexta-feira e ele terá de lutar muito para conseguir os 226 votos necessários na segunda votação. |
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