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| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
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Seis mil policiais protegem líderes Chile monta um superesquema de segurança para os 34 presidentes que participarão da Cúpula das Américas SANTIAGO DO CHILE - Os 34 presidentes e chefes de Estado que participarão, em Santiago, do 2º Encontro das Américas, dias 18 e 19 próximos, serão zelosamente protegidos por 6 mil policiais, 600 dos quais integrantes do serviço secreto dos Estados Unidos, guardião do presidente Bill Clinton, informaram fontes governamentais. Carabineiros e detetives chilenos farão um rigoroso trabalho de apoio, através de cápsulas de proteção, que seguirão todos os movimentos dos presidentes, ministros e diplomatas. O Ministério do Interior assegurou que todas as medidas de segurança estarão coordenadas entre carabineiros, investigadores (polícia civil) e agentes da Direção Nacional de Segurança. ALTO RISCO Entretanto, os chefes de Estado considerados de alto risco, terão dispositivos mais numerosos e especializados. São os presidentes dos EUA, Bill Clinton; do Peru, Alberto Fujimori; da Colômbia, Ernesto Samper; e do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy, todos com maiores possibilidades de um eventual atentado, segundo analistas de segurança, que estudaram os riscos. A polícia chilena vem realizando constantes checagens em aeroportos e passagens fronteiriças, por onde poderiam entrar pessoas ou grupos suspeitos que alterariam a segurança. Os carabineiros do Chile que, por dispositivo institucional, têm a seu encargo a segurança dos dignitários estrangeiros, estarão na primeira linha da segurança dos presidentes. O Cerro (morro) São Cristóbal, uma espécie de minifloresta, situado em pleno centro de Santiago, em cuja parte sul fica o Hotel Sheraton, onde se hospedarão quase todos os presidentes e ministros, será praticamente cercado por militares especializados em luta subversiva e inteligência. FISCALIZAÇÃO A presença no Chile de um verdadeiro exército de agentes do serviço secreto para proteger Clinton e que trabalham à sua maneira, muitas vezes no limite da violação da soberania dos países visitados, já causou numerosas reuniões entre diplomatas chilenos e norte-americanos, para que a conduta dos agentes seja correta. Neste sentido, o governo chileno deseja que não se repitam em torno de Clinton os verdadeiros Guantânamos protagonizados pelos agentes americanos, como aconteceu no Rio de Janeiro e na África do Sul. Entretanto, ao que parece, pouco se conseguiu avançar neste plano: os agentes secretos da Casa Branca impuseram seus critérios de segurança, informaram fontes diplomáticas. As medidas rigorosíssimas de proteção também farão com que Clinton e sua comitiva de 1.150 pessoas se afastem do restante dos governantes e se hospedem no luxuoso Hotel Hyatt, onde a segurança americana também impôs suas regras. |
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