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| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
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Crescimento de 1,5%no Brasil WASHINGTON - O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu de 4% para 1,5% a projeção de crescimento da economia brasileira e alertou que o país está dependendo exageradamente das receitas de privatização para financiar seu déficit em conta corrente. A análise consta do "World Economic Outlook" -documento semestral do FMI- divulgado ontem. Segundo o documento, a previsão de crescimento do Brasil foi reduzida em razão das medidas de contenção fiscal e do aumento das taxas de juros no final de 1997. "Apesar da estabilização financeira em razão dessas medidas, os resultados positivos foram atingidos ao custo de uma redução temporária no crescimento econômico". A nova previsão foi divulgada pelo diretor do departamento de pesquisa do FMI, Michael Mussa, que não excluiu, para os próximos meses, a possibilidade de novas reduções nas previsões de crescimento dos países da América Latina. Em sua análise da economia brasileira, o fundo previu que o Brasil reduzirá seu déficit em conta corrente, de 4,2% para3,3%, principalmente em razão do fluxo de capitais decorrentes das privatizações previstas para este ano. No entanto, o FMI fez uma importante ressalva: "Alguns países, em especial o Brasil, têm contado exageradamente com receitas de privatização para financiar porções expressivas de seu déficit em conta corrente", diz o documento. "Num ambiente econômico menos favorável no que diz respeito ao fluxo de capitais para os mercados emergentes -cenário provável em 1998-, continuar dependendo dessa fonte de financiamento pode ficar cada vez mais difícil." O FMI previu ainda que o Brasil reduzirá seu déficit fiscal em 1998 para -3,5%, uma meta considerada excessivamente otimista. Em 1997, o déficit fiscal brasileiro foi de -6,1% e o próprio governo brasileiro não acredita que em 1998 o resultado será muito diferente. O estudo não prevê a variação das reservas brasileiras nem sua relação com a estabilidade da moeda. O Brasil acumulou reservas que podem ter chegado a US$ 70 bilhões. O departamento de pesquisa doFMI, afirmou: "altas reservas são um elemento positivo, mas nós vimos outros países com altas reservas se complicarem... não é um elemento suficiente que um país deixe de se preocupar com outros problemas". |
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