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| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
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Protesto irrita governo BRASÍLIA - O governo só vai transferir os seqüestradores do empresário Abílio Diniz se a greve de fome, iniciada ontem pelos presos, for encerrada. O decreto de promulgação do acordo com o governo do Canadá, que deve ser publicado hoje no Diário Oficial da União, será a única alternativa que o Brasil oferecerá ao casal canadense Christine Lamont e David Spencer retornarem ao seu país. "O acordo não significa transferência automática, depende do comportamento do preso na cadeia", disse o porta-voz da Presidência da República, Sérgio Amaral, completando: "A greve, certamente, não ajuda". O ministro da Justiça, Renan Calheiros, disse, ontem, que o país não vai expulsar os sequestradores. "A expulsão significaria o não cumprimento da pena", afirmou Calheiros. O ministro, porém, não soube informar as penas a que ficarão submetidos os dois seqüestradores no Canadá. O governo entende que a greve de fome é um protesto de cunho político. "Não há motivo para isso", diz um assessor do presidente Fernando Henrique Cardoso. Pela manhã, o assessor garantiu que, caso a manifestação fosse mantida o presidente poderia cancelar a sanção do acordo. Para Renan Calheiros, a greve deverá, também, comprometer os bons antecedentes, registrados até aqui, dos seqüestradores. "Essa greve de fome, ao contrário do que possa parecer, só irá prejudicá-los", assegurou. Ele garantiu a direção da Casa de Detenção vai ministrar soro aos seqüestradores. "Vamos cumprir o regulamento penal". Os governos do Chile e da Argentina também já enviaram a minuta do acordo de transferência de presos, semelhante ao já feito entre o Brasil e o Canadá. |
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