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| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
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Calheiros ataca gangue fardada BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Renan Calheiros, adiou a viagem que faria ontem a Alagoas, mas manteve a intenção de pedir à Justiça do estado a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos na gangue de farda, liderada por oficiais da Polícia Militar. Calheiros afirmou que até mesmo os deputados de seu partido, o PMDB, e que estão sendo investigados pela Polícia Federal, terão as contas bancárias vasculhadas. "O crime não tem partido", disse Calheiros, disposto a desfazer a imagem de amigo de suspeitos do crime organizado alagoano. O ministro da Justiça deveria embarcar para Alagoas acompanhado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti, mas resolveu adiar a viagem para participar da promulgação do acordo de transferência de presos entre o Brasil e Canadá, ainda sem data definida. O acordo, anunciado no fim de semana por seu subordinado, o secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, vai permitir que o casal Crhistine Lamont e David Spencer, condenados a 28 anos pelo seqüestro do empresário Abílio Diniz, volte para o Canadá, depois de oito anos presos em São Paulo. Para permanecer em Brasília, Renan Calheiros alegou uma reunião da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional, onde seriam discutidos o incêndio em Roraima, o acordo Brasil-Canadá e os conflitos de terra em Parauapebas (PA). |
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