|
|
| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
|
|
Ministro respira por aparelhos O ministro Sérgio Motta, que permanece sedado e respira com a ajuda de aparelhos, vem recebendo uma mistura de gases composta por até 80% de oxigênio. No ar ambiente, a quantidade de oxigênio é de apenas um quinto. As altas dosagens de oxigênio, segundo Pereira, mostram que os pulmões de Motta não conseguem mais absorver oxigênio do ar em quantidades necessárias para sobrevivência. Este tratamento, eficaz no curto prazo, não se sustenta por muito tempo. É que o oxigênio sob pressão causa novas lesões nos pulmões, além das que Sérgio Motta já tem. "O uso do oxigênio produz mais fibrose pulmonar", diz Pereira. Segundo boletim médico divulgado no final da manhã de ontem, as funções respiratórios de Motta melhoraram um pouco durante a madrugada de ontem, mas ele ainda teve picos de febre de até 38 graus. O boletim da manhã foi assinado pelos médicos Bernardino Tranches Carlos Carvalho e José Henrique Germann Ferreira. À tarde, a febre diminuiu, segundo o relato das pessoas que visitaram o ministro. OTIMISMO O ministro da Saúde, José Serra, visitou a família de Motta no início da noite e se disse otimista. "Ele está agora sem febre e há outros indicadores de melhora", disse. Serra negou que tivesse ido ao hospital comunicar à família sobre a substituição de Motta pelo secretário-executivo do Ministério, Juarez Quadros. "Essa substituição é rotineira, automática", disse. Além de Serra, visitaram a família de Motta o ex-juiz Américo Lacombe, amigo do ministro, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva. A família do ministro - a mulher Vilma e as três filhas, Fernanda, Renata e Juliana - permanecem ao lado de Motta no hospital. |
|