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| Recife, Terça-Feira, 14 de Abril de 1998 |
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Estado de saúde é crítico SÃO PAULO - Continua muito delicado o estado de saúde do ministro das Comunicações, Sérgio Motta, internado há uma semana no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O tratamento a que o ministro está sendo submetido chegou a uma encruzilhada. Motta recebia antiinflamatórios desde o mês passado, para deter o processo contínuo de inflamação e cicatrização nos seus pulmões. Esse tratamento foi reduzido drasticamente desde que o ministro se transferiu para a UTI da hospital, na sexta-feira passada, e passou a respirar com a ajuda de aparelhos. Acontece que um dos efeitos dos antiinflamatórios, à base de cortisona, é deprimir o sistema imunológico. Atribui-se a esta fragilidade o fato de Motta ter contraído uma severa infecção pulmonar, que o levou à UTI e que os médicos tentam debelar com antibióticos. O foco infeccioso instalou-se nas antigas cicatrizes do pulmão. "Para poder combater a infecção, faz-se uma redução no uso do antiinflamatório, que, no entanto, não pode ser retirado completamente", diz opneumologista Carlos Alberto Pereira, da Escola Paulista de Medicina, um especialista na moléstia de que Motta sofre, a chamada doença intersticial pulmonar. "As altas frações de oxigênio que ele está recebendo na respiração artificial demonstram que ele tem lesões bastante extensas", afirma. |
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