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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Doença nas veias exige mais que o zelo estético Os pequenos riscos vermelhos das varizes, espalhados pela perna, que aterrorizam as mulheres e os homens vaidosos, merecem cuidados muito além dos estéticos. A dilatação das veias das pernas é uma doença que requer atenção. Especialmente quando acontece nas grandes veias - as safenas - do sistema circulatório superficial das pernas. As dores e o inchaço nas pernas, o comprometimento da circulação e o risco de a pele ficar mal nutrida, enfraquecida e suscetível a feridas permanentes são decorrências da doença. Segundo o cirurgião vascular Gilson Araújo, cerca de 90% dos casos de varizes acontecem por questões genéticas. Se os pais tiveram a doença, a possibilidade de os filhos a desenvolverem é alta. A funcionária pública Mônica Callai, de 33 anos, recebeu a herança. A mãe e a avó sofriam do mesmo problema. Aos 17 anos, cansada do incômodo físico e estético das veias dilatadas, Mônica submeteu-se a uma cirurgia e teve retirada a veia safena da perna. Depois de 16 anos e duas gestações, as varizes voltaram de vez e Mônica pretende passar por outra cirurgia. "Tive de esperar nascer todos os filhos que planejei para poder ter uma operação bem sucedida", diz. Além da importância estética, Mônica torce para conseguir se livrar da insuportável dor nas pernas. Sempre que fica muito tempo sentada ou quando está em fase pré-menstrual, ela sente muito cansaço e dor nas pernas. "O jeito é usar meias de compressão. Mas, com o calor, fica difícil suportar", comenta. PREFERÊNCIA Segundo o cirurgião vascular François Wertheimer, de Brasília, as varizes são quatro vezes mais comuns em mulheres do que em homens. "Sobretudo em função da associação com fatores hormonais e com gestações", explica. Wertheimer apresenta, inclusive, alguns números: cerca de 75% das mulheres apresentam casos de varizes ao atingir 45 anos. Além dos fatores hormonais e genéticos, há certos tipos de ocupações que, somadas à tendência de a pessoa ter o problema, aumentam a incidência da doença. Quem fica muito tempo com as pernas paradas - de pé ou sentada - ou quem costuma trabalhar carregando muito peso pode desenvolver o problema mais cedo. Em todos os casos, o conselho para aliviar as dores é simples. Chegar em casa, colocar as pernas mais altas do que o corpo para permitir uma melhor circulação do sangue. No trabalho, vale mexer as pernas para facilitar a circulação de quinze em quinze minutos. Isso não resolve a causa da doença, mas consegue evitar os incômodos. |
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