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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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As mudanças da Bienal A 15 ªBienal Internacional do Livro de São Paulo, que começa no dia 29 de abril e termina em 10 de maio, no Expo Center Norte, cresceu em espaço, tem um dia a menos, fala mais línguas e dobrou o número de seguranças. Essa é a caricatura das novidades anunciadas pela diretoria da Câmara Brasileira do Livro (CBL). A principal mudança da bienal neste ano é relacionada às suas dimensões. Aos 14 mil metros quadrados de área útil em 1996 foram adicionados mais 5 mil metros quadrados. A área corresponde ao espaço no qual foi montada em 1996 a seção Aprender, voltada para a educação. Em 1998, esse evento paralelo, organizado em 96 pela Fagga Eventos (responsável pela organização da Bienal do Rio), deixa de existir para dar lugar a estandes. Estima-se que este ano serão montados 400 estandes, 150 a mais do que na última edição. estandes eram divididos por mais expositores. Na feira deste ano, serão 815 expositores. Como contraponto, crescem os países representados na Bienal paulista. Antes eram 22 países. Agora, 31. Entre as novidades internacionais, estão os estandes de duas editoras norte-americanas, a LPI e a Cardinal, ambas de Nova York, e uma delegação de 21 chineses, que vão fazer o roteiro Pequim-São Paulo mais para negociar do que para difundir. As negociações, aliás, estão entre as prioridades desta bienal. Pela primeira vez será montado um centro de negócios, espaço com 100 metros quadrados equipado com infra-estrutura para receber reuniões especiais . Não é só a sala de negócios que receberá reuniões especiais. O estande italiano programa uma videoconferência entre o atual Prêmio Nobel de Literatura, Dario Fo, e intelectuais brasileiros. O público também tem "reuniões" marcadas com grandes escritores internacionais. A delegação portuguesa, por exemplo, tem entre seus convidados a consagrada Agustina Bessa-Luís, que autografa livros como o premiado A Sibila. |
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