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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Pitomba traz diversão e dá lucro há 341 anos Festa começa amanhã à noite no Monte Guararapes Meio milhão de pessoas. Este é o número de pessoas que os organizadores aguardam para os dez dias da festa da Pitomba, que começa amanhã, a partir das 21h30. A festa corresponde ao lado profano das festividades religiosas de Nossa dos Prazeres e tem início sempre à noite para não coincidir com as missas, procissões e novenas que acontecem em intenção à Santa. Este ano, os ritmos pernambucanos deverão tomar conta da festa. Mais de cinqüenta atrações estão previstas para se apresentar no grande palco montado com 24 metros de abertura, no Parque Nacional dos Guararapes, em Jaboatão. Os ritmos vão desde o coco de roda e maracatu, passando pelo brega. Pela primeira vez, bandas de rock vão fazer um show à parte. "Há cerca de 70 barracas padronizadas de bebidas, mais de trezentos tabuleiros que vendem frutas, 24 pontos de jogos, parque de diversões com montanha russa, vinte banheiros e 150 homens na segurança, conjuntamente com a Polícia MIlitar", afirma Leidson Ferraz, assessor da produção do evento. Maior parte deempregados é de moradores da área. São cerca de 45 mil pessoas que, além de se divertirem têm oportunidade de reforçar o orçamento. Cada dia do evento terá um tipo de ritmo predominante. Quem abre a noite é um grupo de índios da tribo Funi-ô, de Águas Belas, no interior do estado. Os índios que compõem o grupo Fetha apresentarão um espetáculo de canto e dança dividido em três partes. A primeira corresponde ao toré, uma espécie de invocação aos deuses. No final, será mostrado o samba de coco, que evidencia a influência da cultura afro-indígena. Todos os cânticos e falas serão em yapé, o idioma original da tribo. Haverá apresentações do Maracatu Nação Pernambuco, com mais de trinta integrantes, o pagode dos grupos Padang e Mexe Comigo e o brega assumido do rei Reginaldo Rossi. Durante a semana passarão por lá, Selma do Coco, A Cabra Alada, Adilson Ramos, Coração Tribal e Querosene Jacaré, entre outros. HISTÓRIA A festa acontece há 341 anos. Juntamente com as festividades religiosas, é momento de comemorar a expulsão do exército holandês pelas tropas luso-brasileiras, em duas grandes batalhas acontecidas nos Montes Guararapes. O general Francisco Barreto de Menezes acreditou que a vitória brasileira só foi possível por obra de Nossa Senhora dos Prazeres. Cinco anos depois, resolveu erguer no monte uma igreja em homenagem à Santa cujos festejos pelo povo coincidiam com a safra de uma fruta tipicamente nordestina, a pitomba. "Daí o nome da festa que não parou nunca mais. É uma festa religiosa, profana e histórica", diz Leidson Ferraz. |
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