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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Procissão do Senhor Morto leva fiéis às ruas do Recife Cortejo relembra o sepultamento de Jesus Cristo na sexta-feira santa Centenas de fiéis acompanharam, ontem, a tradicional Procissão do Senhor Morto pelas ruas do bairro de Santo Antônio. A procissão acontece desde 1791 e procura reviver os gestos de José de Arimatéia e Nicodemos, que sepultaram Jesus Cristo às pressas antes do entardecer. Esse horário, segundo a tradição judaica, seria dedicado ao descanso e não se poderia praticar tal ato. O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, presidiu a caminhada, que saiu da Igreja de Santo Antônio, às 18h. Aos sons de cânticos religiosos, os fiéis acompanharam o esquife (caixão) com a imagem do Senhor Morto coberta por um pálio roxo. Logo atrás veio Nossa Senhora da Soledade chorando a morte do filho. Os santos foram conduzidos por integrantes das Irmandades do Santíssimo Sacramento, São José da Agonia, Ordem Terceira do Carmo e da Confraria de Nossa Senhora. A do Santíssimo Sacramento, hoje com aproximadamente 500 pessoas, é responsável pela organização do cortejo desde 1791. PERCURSO A procissão percorreu a praça da Independência, as ruas 1º de Março, do Imperador, Siqueira Campos, Dantas Barreto e terminou na Igreja de Santo Antônio, onde o arcebispo fez uma rápida pregação. "Essa celebração simboliza o sepultamento de Jesus, o filho de Deus, que ressuscita no Domingo de Páscoa para a glória do mundo", ressaltou. Aos 76 anos, a aposentada Maria José Silva de Souza, foi uma das centenas de fiéis que acompanhou a procissão. Emocionada, cantou e rezou todo o percurso. Ao passar pela imagem do Senhor Morto, não resistiu e tocou no esquife, em sinal de reverência, repetindo o gesto com a santa. "Só não venho quando estou doente". A aposentada mora no Engenho do Meio. Piora quadro clínico de Sérgio Motta SÃO PAULO - Boletim médico divulgado ontem à noite pelo hospital Albert Einstein informou que o estado de saúde do ministro das Comunicações, Sérgio Motta, piorou durante a tarde. Ele apresentou aumento de desconforto respiratório e foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde foi iniciada ventilação mecânica por meio de entubação oro-traquial. O ministro está sob efeito de sedativos e permanece com o tratamento de antibióticos via venosa para conter a infecção pulmonar. Carlos Carvalho, um dos médicos da equipe de Motta, esteve no hospital, mas não quis dar maiores informações sobre o quadro clínico do ministro, a pedido da família. O boletim divulgado na parte da manhã dizia que o estado de saúde de Motta permanecia inalterado. O ministro está internado desde terça-feira. O ministro ficou gripado no fim da semana passada, pouco depois de seu retorno de Denver, nos Estados Unidos, onde foi tratar da doença intersticial pulmonar, da qual sofre. Por causa da baixa resistência imunológica de seu organismo, decorrente da doença e dos remédios que está tomando para tratá-la, o quadro gripal transformou-se em infecção pulmonar. A gripe teria surgido por causa do clima excessivamente seco de Brasília. Carvalho disse não haver "nenhuma contra-indicação médica" se Motta decidir voltar para Brasília depois que a infecção for superada. Os problemas surgidos por causa da doença, segundo o médico, podem ser contornados com o uso de oxigênio úmido, independentemente da influência do clima seco. A doença intersticial pulmonar - caracterizada por uma inflamação que tende a expandir-se por todo o pulmão - pode ser causada por mais de 150 agentes diferentes, explicou Carvalho. Humberto Lucena em estado grave SÃO PAULO - É crítico o estado de saúde do senador Humberto Lucena (PMDB-PB), internado no Instituto do Coração (Incor) em São Paulo desde o dia 18 de fevereiro. De acordo com boletim divulgado, ontem, pelo diretor clínico do hospital, José Antônio Ramires, Lucena está sob o efeito de sedativos e respirando com o auxílio de aparelhos. Como está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Incor, o senador não pode receber visitas, nem mesmo de seus familiares. Ramires afirmou que, apesar de o estado de Lucena ser grave, ele tem chances de recuperação. Lucena, de 69 anos, foi internado no Incor no dia 18 de fevereiro com problemas cardíacos. Em 10 de março, foi submetido a uma cirurgia para a implantação de duas pontes de safena e de uma artéria mamária. O senador vinha se recuperando satisfatoriamente da cirurgia e, por isso, os médicos previam que poderia voltar para o quarto na terça-feira passada. Antes de ser transferido, no entanto, Lucena sofreu duas paradas cardíacas quase consecutivas, o que determinou sua permanência na UTI. |
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