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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Paz vence na Irlanda do Norte Católicos e protestantes aprovam acordo, em Belfast, para acabar com 29 anos de conflito sectário no país BELFAST - Um acordo de paz histórico para a Irlanda do Norte foi alcançado, ontem à tarde, apesar de um obstáculo surgido à última hora, após mais de trinta horas de negociações a portas fechadas entre os partidos católicos e protestantes, impulsionadas pelos primeiros-ministros britânico e irlandês. Enquanto todos os participantes coincidiam em afirmar que o acordo seria iminente, o porta-voz do primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou, no começo da tarde, que surgiram uma ou duas coisas que "não esperávamos". As negociações deveriam ter sido concluídas à meia-noite de quinta-feira, segundo o calendário fixado por Londres e Dublin. RESERVAS Segundo os comentários, teria sido o principal partido unionista protestante, o UUP (moderado) de David Trimble, o causador do atraso. O partido teria expressado algumas reservas em relação aos acordos relacionados ao futuro dos presos pertencentes às milícias paramilitares. O Sinn Fein (braço político do IRA) e as milícias protestantes são partidárias deuma comissão internacional, que se encarregaria de pedir clemência para os prisioneiros de guerra. O texto definitivo de 69 páginas teve que ser aprovado pelos oito partidos presentes no encontro que começou às 8h locais (4h), segundo o porta-voz de Blair. INCENTIVO O presidente norte-americano, Bill Clinton, telefonou pouco depois para dirigir palavras de incentivo a Blair, ao presidente das negociações, o norte-americano George Mitchell, e ao dirigente nacionalista católico John Hume. Os negociadores têm, agora, que apresentar o texto do acordo a seus respectivos partidos para aceitação, antes da assinatura. O Sinn Fein aproveitará seu congresso anual previsto para Dublin no próximo fim de semana. O presidente do Sinn Fein, Mitchel McLaughlin, pediu aos militantes que apóiem o acordo. McLaughlin assegurou que os protestantes unionistas não obtiveram nenhuma das concessões que reivindicavam sobre a controvertida questão do direito à participação de Dublin nos assuntos do norte. O número dois doprincipal partido unionista, John Taylor, manifestou alegria. Se todos os partidos firmarem o acordo, Tony Blair e o primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, terão conseguido cumprir seu desafio de chegar a um compromisso numa província destroçada por 29 anos de história sangrenta. |
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