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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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João Paulo II ouve confissões Tradição do confessionário papal foi lançada em 1979, poucos meses após o atual Papa assumir o pontificado CIDADE DO VATICANO - O Papa João Paulo II ouviu confissões na basílica de São Pedro, ontem, Sexta-feira Santa, horas antes de participar de uma procissão no Coliseu de Roma. Pelo quarto ano consecutivo, ele caminhou por um pequeno trecho, enquanto outros religiosos levavam a cruz de madeira em uma procissão noturna que simbolizava o sofrimento de Cristo antes da crucificação. O Sumo Pontífice reduziu sua participação na cerimônia da Via Crucis depois de sofrer uma operação na bacia. João Paulo II iniciou a tradição de escutar confissões na Sexta-feira Santa em 1979, poucos meses depois de assumir o pontificado. Ontem à noite, o Papa presidiu a tradicional Via Crucis no Coliseu de Roma, com as meditações dedicadas à coragem e ao sofrimento das mulheres durante os séculos e, em particular, das mães e avós (argentinas) da praça de Maio. O Pontífice pediu, este ano, ao teólogo ortodoxo francês, Olivier Clement, 76 anos, que preparasse o texto das meditações que acompanha cada uma das catorze estações. CRUCIFICAÇÕES Nas Filipinas, pelo menos dezoito pessoas foram crucificadas, ontem, em duas cidades do norte deste país, para reviver o sofrimento de Jesus Cristo na Sexta-feira Santa. Em San Pedro Cutud, um subúrbio da cidade de San Fernando, catorze homens e uma mulher foram cravados na cruz, muitos fazendo trejeitos de dor ou dando gritos enquanto lhes pregavam cravos de dez centímetros em suas mãos e, em alguns casos, também em seus pés. Um homem fantasiado de centurião romano usou uma lança simulada para fazer um pequeno corte no peito dos homens, provocando um leve sangramento. RITUAL Sob um sol forte, a maioria dos participantes permaneceu crucificada apenas alguns poucos minutos neste ritual, que se repete há mais de quarenta anos nas Filipinas, o único país da Ásia com população predominantemente católica. Os fiéis acreditam que é uma forma de penitência, a qual ajuda no atendimento de suas preces. Centenas de turistas subiam a colina em San Pedro Cutud para ver os crucificados. A mulher crucificada, Amparo Santos, uma curandeira de 56 anos, permaneceu pregada na cruz durante meia hora. O ritual também foi realizado em Lugam, subúrbio da cidade de Bulacan, na província de San Fernando, onde três homens foram crucificados em frente a uma pequena capela. |
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