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| (Atualizado no dia 8/4/1998) |
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Celular pré-pago é novidade Da Agência Folha SÃO PAULO - A companhia norte-americana CellStar se associou a um grupo de investidores brasileiros com o propósito de lançar, em todo o país, o telefone celular a cartão. O produto se destina às pessoas que não têm endereço fixo, a jovens (cujos gastos os pais querem controlar) e aos que não têm renda para assinar o serviço celular convencional. O aparelho, apresentado na Telexpo€98, funciona com cartões magnéticos similares aos dos telefones públicos. O usuário compra o cartão - em bancas de jornais, bares etc - com previsão para determinado número de minutos. O telefone só faz ligações se tiver minutos disponíveis, mas pode receber chamadas, mesmo com o cartão esgotado. João Carlos Zampini, diretor da CellStar do Brasil, disse que a empresa está negociando acordos com as telefônicas estatais que tenham disponibilidade de linhas celulares. Na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro, onde há falta de linhas, o grupo não acredita ser possível oferecer o serviço. O telefone a cartão - que só funciona com tecnologia analógica - vai custar de R$ 150,00 a R$ 200,00 no Brasil, dependendo das condições acertadas com cada telefônica. Esse preço inclui o aparelho e a linha, ou seja, o usuário não pagará nem pela habilitação do celular nem pela assinatura mensal (R$ 37,00, em média). Em compensação, o minuto de conversa, na ligação local, custará R$ 1,00, quando a tarifa cobrada pelas estatais é hoje de R$ 0,27 o minuto. A receita da CellStar virá da diferença entre o preço que ela cobrar do usuário e o que repassar à telefônica. Zampini disse que a margem da empresa será de 40%. Os telefones a cartão já respondem por 15% do mercado de telefonia celular norte-americano, que tem 50 milhões de usuários. O sistema é também popular na Europa. A Telecom da Itália, que tem 10 milhões de assinantes, atribui seu crescimento à aceitação do sistema pré-pago, com uso de cartão. No Brasil, tal sistema já foi adotado em Uberlândia (MG). Se o usuário quiser deixar o serviço e se tornar assinante do celular convencional, ele terá de adquirir um novo aparelho, pois esse telefone só funciona a cartão. Zampini disse que, em tal situação, o usuário pode vender o aparelho no mercado, pois ele continuará funcionando. |
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