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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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CNI está pessimista O déficit público de 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado em 1997 põe em dúvida a capacidade de geração de um resultado fiscal melhor neste ano. Essa é uma das conclusões do Informa Conjuntural de fevereiro, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado em março. Para os economistas da CNI, é muito pouco provável que se chegue a um superávit primário de 1,5% do PIB, com a ajuda do pacote fiscal de novembro, dada como certa há alguns meses. Isso porque o ponto de partida é mais desfavorável e as razões para a deteriorização das contas - complacência com maiores gastos e disponibilidade de recursos provenientes de privatização - continuarão presentes. Aliás, os economistas observaram que os estados e municípios foram apenas parcialmente culpados pelo rombo das contas públicas. "Eles foram os responsáveis pela piora ocorrida no último trimestre, mas comparando-se o ano de 1997 com o de 96, é nas contas do governo federal que se encontra a piora mais acentuada, com o superávit primáriode 0,4% do PIB registrado em 96 reduzido a zero ano passado", avaliam. Além de representar nova frustração da meta fiscal ocorrida pelo governo, esse resultado, segundo os economistas do CNI, significa uma interrupção do gradual declínio do déficit público que se vinha observando em relação a 95. Em relação à redução dos juros para 28% ao ano, os técnicos do CNI enfatizaram que as taxas ainda se mantêm elevadas e a redução não será capaz de motivar um reaquecimento da economia. Ainda assim, a produção industrial teve um desempenho acima do esperado em janeiro, por conta da reposição de estoques, necessária depois do aumento das vendas no fim do ano passado. |
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