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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Pernambuco é o 12º no ranking Com um déficit público de R$ 2,187 bilhões e uma receita total de R$ 2,592 bilhões, Pernambuco se coloca como o 12º estado menos endividado do Brasil. A dívida representa apenas 84% da receita. Uma posição privilegiada. Os números são do Boletim das Finanças Estaduais e Municipais do Banco Central, de dezembro do ano passado. A dívida total dos estados - referente a empréstimos e emissão de títulos - é de R$ 118,284 bilhões. A receita dos 27 estados soma R$ 75,498 bilhões. De acordo com o relatório do BC, o estado que tem o maior rombo nas contas públicas é Goiás, que deve R$ 5,506 bilhões e tem um orçamento mensal de R$ 2,045 bilhões. Neste caso, a receita, menor que a dívida. Uma relação dívida/receita de 2,69 (a dívida é 2,69 vezes maior que a receita). O Amapá tem a melhor situação: dívida de R$ 61 milhões e receita de 398 milhões, proporção de 0,15. O recomendável, atualmente, segundo o BC é de, no máximo, uma relação de igualdade entre dívida e receita. "Pernambuco está numa situação confortável em relação ao contexto nacional, tem uma situação financeira controlada", acredita o secretário de Planejamento do estado, João Recena. O controle da situação permite que o estado utilize a maioria dos recursos da Celpe com obras. Na mensagem enviada à Assembléia Legislativa o governo do estado solicitou autorização para utilizar, de início, R$ 383 milhões da antecipação do BNDES referente à venda da Celpe. Deste dinheiro, só R$ 95 milhões serão usados para abater a dívida pública, 24,8%. "O governo federal enfrenta sérias dificuldades para pagar suas dívidas, mesmo com um amplo processo de privatização. Utilizar apenas 24,8% dos recursos da Celpe para abater a dívida seria um luxo", afirma Recena. "É natural que se contraia dívidas. Dever não é um mau negócio, dependendo para quê. Dependendo de onde o dinheiro seja aplicado, pode ser um ótimo negócio", completa. Pernambuco contrai dívidas com empréstimos em que o governo federal é o avalista. Foi assim com os R$ 167 milhões levantados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no governo Carlos Wilson, para recuperação de estradas. A exceção foi no ano passado, quando o estado emitiu títulos para levantar recursos foi na famigerada operação dos precatórios, quando R$ 402 milhões com os papéis lançados no mercado financeiro. |
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