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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Filão é explorado Leianne Correia Católico, evangélico, batista ou integrante de qualquer religião. Todos são iguais perante às agências de turismo. O setor vem descobrindo essa fatia do mercado. Para se ter uma idéia, já estão sendo criados departamentos para o que é chamado de turismo religioso. Por se tratar de um segmento novo, os números não são muito precisos, mas o Nordeste já chegou a movimentar US$ 2 milhões/ano, quando esse filão começou a ganhar corpo, há creca de três anos. A chefe do recém criado departamento de peregrinações da Meltur, Sílvia Almeida, revela que, por ano, cerca de 1 mil turistas compram pacotes internacionais para visitas santuários fora do país. Os pacotes, na sua maioria, com nomes bem dentro do clima religioso, a exemplo de Caminhos de São Paulo, são fechados com até 60 pessoas. "A faixa etária é entre 40 e 50 anos. Esse pessoal é bem mais assíduo que os jovens", observa Sílvia. O grande interesse são nos santuários e locais fora do Brasil, como Jerusalém, chamado de Terra Santa, Itália, Portugal e França. "Mas, o interesse os turistas também está se voltando para locais próximos, como a Vila de Cimbres (PE). Tanto é que estamos fechando as negociações para visitas mensais à Cimbres", avalia o sócio gerente da agência Blatur, Paulo Costa Pinto. Os preços dos pacotes variam de acordo com o tempo e locais que os turistas irão visitar. Para as viagens internacionais, os valores ficam entre R$ 1,8 mi até R$ 3 mil. As visitas aos locais no próprio estado ficam, em média, em R$ 100, também levando em consideração o tempo da viagem. No geral, o turista vai num dia e volta no outro. "A preferência das agência em trabalharem com os pacotes internacionais é em função da infra-estrutura que esses países já têm. Fica difícil acomodar bem as pessoas que querem conhecer Cimbres, por exemplo", aponta Sílvia Almeida. Sílvia, que também trabalha com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), revela que os maiores parceiros das agências são as paróquias. "Lembro de quando comecei a trabalhar nessa área, hás cinco anos, e os padres anunciavam, em plena missa, sobre as viagens. Tudo começou sem a menor divulgação de mídia e foi ganhando proporções incríveis. Tudo isso porque existia uma carência muito grande de profissionais nessa área específica", aponta Almeida. Paulo Costa Pinto conta que sempre incluía, nos pacotes internacionais, vistas a locais, como Jerusalém e Itália, com roteiro religioso. Isso, no início, já que, depois, as viagens religiosas foram ganhando mais força a ponto de, hoje, representarem 40% do movimento da agência. O gerente de vendas da agência Luck Viagens, Marcelo Waked, diz que a procura é grande por esse tipo de pacote. "Já estamos nos estruturando para oferecer esses serviços. Por enquanto, estamos apenas vendendo o pacote dos outros", justifica Waked. |
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