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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Aeronáutica será beneficiada BRASÍLIA - Após beneficiar a Marinha com a autorização para a aquisição de 20 caças americanos SkyHawk A-4, o presidente Fernando Henrique Cardoso avalia projeto da Aeronáutica para reformular toda sua frota de aviões até 2015. Denominado Programa de Reestruturação da Força Aérea Brasileira, o plano prevê a compra de 56 caças ítalo-brasileiros, AMX, a modernização da atual frota dos caças F5 e a substituição dos aviões de transporte Búfalo e Avro e dos caças franceses Mirage. O programa, cujo valor ainda é mantido em sigilo, também inclui a aquisição de aviões de patrulha anti-submarina e a compra de aeronaves de transporte Vip para o alto escalão do governo. Os aviões presidenciais, entretanto, não serão trocados pois estão com ótimas condições de vôo. Com as mudanças, a Aeronáutica acredita que terá uma frota compatível com suas atividades até o ano de 2040. De acordo com o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a revitalização da frota de aviões não tem nenhuma relação com a compra dos SkyHawk pela Marinha, um negócio de US$ 70 milhões, bancado com recursos do próprio Ministério da Marinha, que deve ser concluído ainda no primeiro semestre deste ano com a chegada dos caças, provenientes do Kwait. "A Aeronáutica também participou da compra dos Skyhawk. Não há nenhum tipo de problema entre os ministérios", disse um assessor do ministério. CASTELO BRANCO Ao assinar decreto autorizando a Marinha a formar pilotos de aviões, o presidente pôs fim a uma proibição que durava mais de 30 anos. Em 1965, o então presidente Castelo Branco assinou um decreto que concedia à Força Aérea Brasileira o monopólio na operação de aviões militares. Mesmo sem a aprovação do presidente Fernando Henrique, desde o ano passado a Marinha já vinha preparando a base naval de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, para funcionar como local de manutenção dos aviões militares. |
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