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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Marinha compra aviões de caça BRASILIA - A Marinha vai receber até julho os 20 caças-bombardeiros do tipo A-4 Skyhawk para o porta-aviões Minas Gerais, comprados do governo do Kuait. A compra custou cerca de US$ 70 milhões e várias negociações dentro do governo. O fim das negociações foi oficializado, ontem, com a publicação no Diário Oficial da União do decreto assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso autorizando a Marinha a comprar, operar e manter aviões chamados de asa-fixa. A Marinha estava proibida, desde os anos 50, de operar aviões. Só podia usar helicópteros nas suas missões. Em 1956, o governo de Juscelino Kubitschek comprou o único porta-aviões do país, o Minas Gerais. O governo foi criticado por ter gasto dinheiro com uma aquisição considerada obsoleta e inútil - a Marinha não possuía aeronaves para serem transportadas pelo porta-aviões. A discussão dentro das Forças Armadas sobre o direito de a Marinha poder ou não operar aviões de asa-fixa aumentou durante o governo Castello (Força Aérea Brasileira), estava autorizada a operar os aviões. Na prática, essa decisão fez com que a Marinha e o Exército pudessem operar somente helicópteros (aviões de asa rotativa). Segundo oficiais da Marinha, o documento acabou com o mal-estar entre as duas Forças. PONTOS DE VISTA Desde o ano passado, os ministros Lélio Viana Lôbo (Aeronáutica) e Mauro César Pereira (Marinha) defendiam seus pontos de vista nas conversas com FHC. Para a Marinha, a eficiência da Força está ligada à necessidade de haver uma proteção antiaérea própria, considerando que as embarcações operam em teoria do "poder aéreo indivisível", ou seja, do conceito da unificação. Pelo decreto publicado no DO de ontem, Marinha e Aeronáutica estabelecerão entendimentos de cooperação na formação dos pilotos. Um grupo de oficiais da Marinha já está tendo cursos de formação nos Estados Unidos, Argentina e Uruguai. |
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