Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998

Governo faz últimos acertos

Nem mesmo o feriadão da Semana Santa foi suficiente para deixar assessores do governador Miguel Arraes (PSB) despreocupados com a privatização da Celpe. Sem informar detalhes da operação de venda das ações da Companhia, que deverá ser concluída na próxima semana, o secretário de Governo, Dilton da Conti, confessou que vai passar todo o final de semana fechando os últimos acertos, como levantar dados necessários para o processo burocrático da transação.

Desde quarta-feira que o governo de Pernambuco definiu, junto ao BNDES, a venda de 37% das ações da Celpe como uma forma de conseguir recursos para a realização de obras no estado, já que o empréstimo de R$ 700 milhões que o banco iria liberar como antecipação da privatização da estatal foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU), atendendo uma solicitação do deputado Mendonça Filho (PFL).

OPÇÕES

Pernambuco tem duas alternativas para vender as ações da Companhia, seja pela iniciativa privada ou pelo próprio BNDES. A primeira seria repassar as ações com direito de recompra em novembro, quando a empresa será leiloada. Esse tipo de operação permite que a empresa seja privatizada de forma global e, em contrapartida, sem ter desvalorizadas as suas ações. A outra alternativa seria vendar os 37% das ações à mesma empresa que irá comprar a Companhia em novembro. Nos dois casos, o Palácio do Campo das Princesas permaneceria com o controle acionário da estatal até a privatização.

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