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| Recife, Sábado, 11 de Abril de 1998 |
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Mendonça prepara nova ofensiva Deputado pefelista diz estar preparado para entrar com medida judicial contra venda de ações da Celpe Para realizar a venda das ações, o governador Miguel Arraes (PSB) terá que driblar a fiscalização do PFL. Depois que conseguiram suspender a vinda dos recursos na forma de empréstimo por conta da privatização da Celpe, os pefelistas vão agora tentar fazer o mesmo com relação à venda de ações da Companhia - operação que o governo encontrou para garantir verba e manter o conograma de obras. Autor do processo que tramita em Brasília e que impediu que o BNDES liberasse R$ 700 milhões para o estado como uma antecipação da venda da estatal, o deputado federal Mendonça Filho (PFL) está apenas aguardando detalhes sobre a nova operação para entrar com uma ação judicial. "Se o processo deixar qualquer espaço, não vou me intimidar. Entro com uma ação de perdas e danos, fazendo com que o responsável devolva para os cofres públicos os prejuízos", avisa o pefelista, ressaltando que a venda das ações é tão demorada quanto a privatização global da Companhia, que está inicialmente prevista para ser concluída em novembro. "Isso mostra a fome de dinheiro que esse governo tem para usar na eleição", conclui. O presidente regional do PFL tem a mesma posição que Mendonça Filho. "Qualquer ação que venha a ser desenvolvida pelo governo estadual vai merecer da oposição, de imediato, todas as ações judiciais cabíveis". Segundo o parlamentar pefelista, a autorização aprovada no governo Joaquim Francisco pela Assembléia Legislativa permitindo a venda de 40% das ações foi revogada quando os deputados aprovaram a venda de 100% da Companhia. "Estaremos atentos a qualquer manobra do governo", acrescenta. CONTRA ATAQUE O secretário de Governo, Dilton da Conti, comemora a vinda dos recursos e ironiza a preocupação dos oposicionistas. O porta-voz de Arraes tenta atingir diretamente Mendonça Filho e o pré-candidato ao governo do estado, o ex-prefeito Jarbas Vasconcelos (PMDB). "Eles estão desesperados porque sabem que não há espaço para forças mesquinhas e atrasadas no governo. Com a candidatura de Ricardo Fiúza (PFL), não haverá chance parapai (José Mendonça) e filho (Mendonça Filho) se elegerem. E o candidato deles (Jarbas) não tem preparo emocional para a disputa. Vai retirar a candidatura antes da eleição", ataca Da Conti. Com a venda das ações, o governador Miguel Arraes pretende colocar em prática a proposta, aprovada na Assembléia Legislativa, de transformar todo o dinheiro em obras para o estado. Os primeiros lotes das ações podem representar as duas parcelas de R$ 150 milhões que o BNDES iria liberar para o governo a curto prazo. Com esse valor, o Palácio do Campo das Princesas vai priorizar a barragem do Pirapama, no Cabo (orçada em R$ 50 milhões), ações de eletrificação rural (R$ 90 milhões), construção de estradas (R$ 40 milhões), investimentos na Região Metropolitana do Recife (R$ 10 milhões) e ampliação do Aeroporto Internacional dos Guararapes (cerca de R$ 7 milhões). |
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