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| Recife, Sexta-Feira, 10 de Abril de 1998 |
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Ex-policiais são julgados por crime de Vigário Geral O júri foi marcado para a próxima semana e poderá durar quatro dias RIO - Um júri extremamente técnico, com a acusação e defesa esgrimindo conceitos complicados de balística e medicina legal. Pelo menos, esta é a tendência que pode prevalecer durante o julgamento de 10 ex-policiais acusados de participar da chacina de Vigário Geral, ocorrida em agosto de 1993. O júri foi marcado para a próxima quarta-feira, no 2º Tribunal do Júri, e deverá se alongar por quatro dias. O número de testemunhas de defesa e acusação pulou de 22 para 48 e dois especialistas em balísticas foram convocados pelo Ministério Público e pelos advogados de defesa para defenderem pontos de vistas conflitantes. LAUDO O major PM Osvaldo Coelho, especialista em armamentos, foi convocado pelo promotor Júlio César Lima dos Santos, para sustentar o laudo do Instituto de Criminalística de Minas Gerais. O laudo afirma que saíram do revolver do ex-PM Gilson Nicolau de Araujo os disparos que mataram Cleber Marzo, uma das 21 vítimas. Nicolau é um dos dez acusados que sentará no banco dos réus na próxima quarta. Para demonstrar a fraqueza do laudo mineiro, os advogados Faria Lima e Nélio Andrade convocaram o especialista Mauro Ricart, ex-diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica do Estado. Ricart, que trabalhou nos Casos Daniela Perez e Candelária, ao ser interrogado pelo juiz José Geraldo Antonio, deverá depor favoravelmente aos réus. O promotor Júlio César informou que o major-perito foi convocado somente para esclarecer dúvidas técnicas sobre manuseio de armas. Ele acha cedo, no entanto, para definir o caráter do julgamento. Motta tem melhora no quadro clínico São Paulo, 09 (AE) - O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, apresentou hoje "progressiva melhora" do quadro de infecção pulmonar que o obrigou a se internar no Hospital Israelita Albert Einstein, há quatro dias. Segundo um dos médicos responsáveis por Motta, Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, o ministro não tem febre desde a tarde de quarta-feira (08). Entretanto, Motta ainda respira com auxílio de uma sonda de oxigênio e não há previsão de sua alta hospitalar. Carvalho afirmou que o tratamento contra a infecção está apenas no começo e, por enquanto, o ministro continuará a receber antibiótico por via venosa. Ele afirmou que o tipo de infecção que atingiu Motta, causada por micróbios presentes no ar, leva de dez a 15 dias para desaparecer. Segundo o médico, "assim que possível" o ministro deverá sair do hospitar e continuar recuperando-se em casa. A infecção do ministro, que começou como uma gripe no fim do mês passado, não é surpresa para seus médicos. De acordo com Carvalho, a doença intersticial pulmonar da qual sofre Motta predispõe seu organismo a contrair esse tipo de infecção. Motta vinha tomando fortes remédios (antiinflamatórios) que fizeram baixar sua resistência imunológica. Com a infecção curada, o ministro continuará fazendo tratamento contra a doença intersticial, que não tem cura. De acordo com Carvalho, pode demorar alguns meses para que seja possível tê-la sob controle. A doença intersticial pulmonar é uma inflamação que afeta todo o pulmão, prejudicando não só os brônquios mas também os alvéolos. O nome da doença vem da inflamação do interstício, tecido que envolve os alvéolos, onde o oxigênio passa para a corrente sanguínea e o gás carbônico é captado. Pilotos da Vasp ameaçam greve SÃO PAULO - Os pilotos da Vasp decidiram ontem entrar em greve, caso a empresa não pague até quinta-feira a diferença de cerca de 30% descontada nos salários de março. A deliberação resultou de assembléia com 184 pilotos no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. "Se até lá não tivermos recebido, começamos a preparar a greve já no dia seguinte", disse um diretor da Associação de Pilotos da Vasp (Apivasp). Segundo a empresa, o motivo do corte foi um erro de digitação na folha de pagamento. Senador sob risco de vida SÃO PAULO - É grave o estado de saúde do senador Humberto Lucena (PMDB-PB). A informação é do médico especialista em cardiopatias coronárias José Antônio Ramires, diretor clínico do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, responsável pelo tratamento do senador. Segundo Ramires, a gravidade do quadro clínico de Lucena deve-se a duas paradas cardíacas sofridas pelo senador nos últimos três dias. Segundo informação do Incor, o quadro clínico do senador é estável. Lucena está sendo submetido a monitoramento intensivo. |
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