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Edvaldo Rodrigues Gilvan passa a maior parte do tempo escrevendo ou lendo, sozinho, em seu apartamento no centro do Recife, onde trabalha em todos os dias da semana, menos às terças feiras |
Metódico e criativo
Morcego Cego, que sai esta semana pela editora record, é o primeiro grande lançamento literário de um autor pernambucano em 1998
Fernanda d'Oliveira Da equipe do DIÁRIO
Metódico como ele só, o escritor Gilvan Lemos vai chegando aos 70 anos ativo como nunca. Mesmo depois de 17 livros, continua a trabalhar todos os dias. "Não, todo dia não", interrompe. "Não consigo trabalhar às terças-feiras". Um hábito estranho que surgiu nos últimos nove anos, enquanto integrava o Conselho Estadual de Cultura. Como não suportava escrever com alguém em casa, Gilvan marcava a faxineira para limpar seu apartamento de solteiro, no Centro do Recife, justamente no dia do expediente: terça-feira. Agora, sem expediente e sem faxineira, Gilvan apegou-se ao hábito. "Não dá mesmo. Nesse dia eu não sento à máquina", conta, com um sorriso no canto da boca.

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