Recife, Segunda-Feira, 6 de Abril de 1998

Assembléia não vota pedido do Judiciário

Zadock Castelo Branco
PERISCÓPIO
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O pedido do Tribunal de Justiça para processar os deputados Geraldo Melo (PMDB) e Gilson Muniz (PDT) acusados de irregularidades quando eram prefeitos de Jaboatão e Timbaúba, continua sem ser votado pela Comissão de Justiça, porque ainda não expirou o prazo para ambos se defenderem. Presidente do colegiado, deputado Israel Guerra (PSB) vai tentar votar amanhã. Geraldo Melo já encaminhou sua defesa à comissão. Nesta legistura, tramita ainda no poder pedidos de licença para processar os deputados Djalma Paes (PSB), Eduardo Farias (PFL), Oséas Moraes (PSB), Cintra Galvão (PSB), Carlos Lapa (PSB) e Carlos Batata (PSB). Gilson Muniz atribui o processo contra ele a picuinhas do novo juiz de Timbaúba.

Água

Jarbas dedica hoje duas horas de seu tempo apertado para debater com técnicos como anda as condições dos recursos hídricos nestes tempos de seca braba no interior. Candidato oposicionista a governador pretende priorizar a questão da água. Sem ela, todos padecem.

Acirra mais

Em Belo Jardim, a disputa eleitoral sempre foi acirrada. Este ano será acirradíssima tudo por conta da consulta do deputado Mendonça Filho (PFL) ao TCU. Adversários mortais, o grupo Mendonça e o deputado Cintra Galvão, não medem as palavras. E nem as ameaças.

Vinte

E o PPB? Continua sendo muito cortejado não por sua densidade eleitoral, mas pelos preciosos 20 minutos na propaganda eleitoral gratuita. Arraes, parece que oferece parcela do poder; o tucanato, a expectativa de chegar lá. Aqui, quem controla o partido são os evangélicos.

Câncer

Do insuspeitíssimo Clóvis Rossi (Folha de São Paulo) na TV: "Dizem que as esquerdas não se unem nem no câncer". A propósito: o PPS está dividido com relação à sucessão. Uns, querem Cali; outros, Arraes. E por ai vai. O PT também é outro exemplo. E haja presunção.

Regional

Será em Petrolina no próximo mês,o encontro regional do PSL. Neste final de semana, seu presidente, Armando Feitosa conversou com vereadores e lideranças sertanejas de Floresta, Calumbi, Terra Nova, Flores, Santa Filomena e Cabrobó. Sobre sucessão, nenhuma informação.

Alívio

O deputado Djalma Paes (PSB), candidato a federal e o vice Jorge Gomes podem ficar sossegados: de acordo com a Carta estadual, o governador Miguel Arraes pode se ausentar até 15 dias do Estado, sem necessidade do substituto legal. Candidato que assume fica inelegível.

Adivinhação

Provocação de um parlamentar peemedebista: "Quem é o político que de manhã tomava café com Jarbas, à tarde almoçava com Arraes e à noite jantava com o finado senador Marcos Freire?". A mesma fonte, acrescenta, questionando: "Pessedismo ou oportunismo?".

Pólvora alheia

Líder do governo, Pedro Eurico (PSB), gosta de atirar com a pólvora alheia, mas com sarcasmo. Sempre que o barulho é grande em plenário, gosta de citar Antônio Carlos Magalhães. "O baiano quando fala, o PFL de Pernambuco cala". A bancada pefelista não costuma contestar.

Sapo

O deputado Antônio Mariano (PFL) se confessa deslumbrado com a atuação do prefeito Roberto Magalhães. "Está aprendendo a engolir sapo e só falar no momento certo". Ele considera injustas críticas de setores do PSB à sua administração. "Vamos respeitar dr. Roberto", pondera.

Araripina

Inocêncio Oliveira parece obececado em ser mesmo o mais votado deputado federal do PFL. O acordo que poderá ser feito com o ex-governador José Ramos é mais do que uma prova. O deputado Oswaldo Coelho (PFL) perde muito voto na região. Ele é oswaldista roxo.

Contesta

O sempre caladão vice-líder governista, Pedro Eugênio (PSB), contesta previsão de Ricardo Fiúza de derrota da Frente Popular na sucessão. Segundo ele, as pesquisas sinalizam para um segundo turno. "Ele não tem motivo para festejar vitória antecipada", adverte.

Reta de Chegada
João Alberto
Opinião
Periscópio
Panorama Político

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