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| Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998 |
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Trinta anos sem o mestre Assis Chatô O Brasil relembrou, ontem, o fundador dos Diários Associados Há 30 anos, ou mais precisamente no dia 4 de abril de 1968, falecia aquele que foi considerado um dos homens mais poderosos de seu tempo. Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, Chateaubriand, ou simplesmente Chatô. O Brasil homenageou, ontem, em seu aniversário de morte, o construtor de idéias. E o trabalho de Chatô continua gerando frutos. Hoje, os Diários Associados, condomínio por ele fundado, representam um conglomerado de 11 jornais, entre eles o DIÁRIO DE PERNAMBUCO, e mais de uma dezena de rádios e estações de televisão. Chateaubriand nasceu há 106 anos, no dia 5 de outubro, em Umbuzeiro, Paraíba. Fundou os Diários e Emissoras Associadas, a partir de 1924, criando e fazendo funcionar dezenas de jornais, rádios e emissoras de tevê por todo o território brasileiro, num trabalho de integração nacional. Implantou, em 1950, a primeira televisão no Brasil, a TV Tupi. FAÇANHAS O historiador brasiliense Adirson Vasconcelos já afirmou que Chatô colocou seus veículos de comunicação a serviço do progresso dopaís e do bem-estar do seu povo. "Chateaubriand lançou-se, ao longo dos anos 20 a 60, a uma multidão de façanhas pioneiras, entre as quais merecem maior destaque as campanhas em favor da redenção da criança, da redemocratização do Brasil, da aviação civil, da mecanização da lavoura e do aprimoramento da pecuária, do incentivo às artes, à educação e à cultura, além dos fóruns e debates sobre as mais palpitantes questões nacionais", diz o historiador. MASP E ACADEMIA Assis Chateaubriand criou vários museus de arte, sendo o mais importante o MASP, em São Paulo. Hoje, o MASP conta com o maior acervo de artes plásticas da América Latina. Van Gogh, Cézanne, Botticelli estão entre os autores de mais de 5.500 obras que pertencem ao MASP. Pelo seu valor literário, Chatô foi conduzido à Academia Brasileira de Letras. Como homem poderoso de sua época, também teve sucesso na política. Em dois mandatos representou a Paraíba e o Maranhão no Senado Federal. No governo do presidente Juscelino foi nomeado embaixador doBrasil na Inglaterra. Maximiano da Fonseca é sepultado RIO - Cerca de 30 pessoas acompanharam, ontem, o velório do almirante Maximiano da Fonseca, 78 anos. Ele foi ministro da Marinha no governo do presidente João Figueiredo Baptista Figueiredo, no período de 1979 a 1985. Fonseca morreu sexta-feira à noite, no Rio de Janeiro, vítima de câncer no pulmão. O corpo foi velado no 1º Distrito Naval do Estado. O enterro foi realizado às 17h de ontem no cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo. Ultimamente, o alimirante Maximiano da Fonseca participava do Conselho de Administração da Petrobrás. O presidente da empresa, Joel Rennó, compareceu ao velório. Governador do Tocantins renuncia PALMAS - O governador do estado de Tocantins, Siqueira Campos (PFL), renunciou ao cargo para disputar a reeleição e possibilitar a candidatura de familiares. O vice-governador Raimundo Nonato Pires dos Santos (PPB) assume o governo. A renúncia de Siqueira Campos permitirá que seus filhos, Eduardo e Thelma Siqueira Campos, concorram a cargos eletivos. Eduardo, que foi prefeito de Palmas, vai se candidatar ao Senado; e Thelma, ex-secretária estadual do Trabalho e Ação Social, vai concorrer a uma cadeira na Câmara Federal. "O velho Siqueira não precisa da estrutura do poder para se eleger", disse Siqueira Campos, para justificar sua renúncia. |
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