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| (Atualizado no dia 3/4/1998) |
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Um novo plano para o algodão A cotonicultura retorna com a fama de ter sido a principal atividade da agricultura de sequeiro no Estado A cotonicultura já foi a principal atividade de agricultura de sequeiro desenvolvida por médios e pequenos produtores de Pernambuco. Esta atividade sofreu drástica redução, chegando ao ponto de o Estado produzir menos de 10% da demanda de seu parque têxtil (50 toneladas de pluma). Agora, o Governo Estadual, através da Secretaria de Agricultura, vem desenvolvendo um grandioso projeto de reativação da cotonicultura nas regiões do Agreste e do Sertão. O passo decisivo do Programa de Reativação da Cotonicultura está sendo dado pela Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), em parceria com outros órgãos de pesquisa, bancos, sindicatos têxteis e de trabalhadores na agricultura. O Programa visa proporcionar ao Estado uma produção de 21 mil toneladas de pluma de algodão para a indústria têxtil (42% da demanda exigida) na estabilização do projeto, no ano 2000. Com esta finalidade, o IPA vem desenvolvendo, no município de São José do Belmonte, a formação de 500 hectares de sementes, que possibilitarão a implantação de 16 mil hectares de algodão, chegando a 50% da meta prevista no programa. O resultado do trabalho será a produção de cerca de 850 mil quilos de algodão em caroço e em torno de 400 a 450 toneladas de sementes. Número suficiente para dinamizar a cultura algodoeira no Estado. O programa da Secretaria de Agricultura pretende promover a geração de cerca de 22 mil empregos diretos; o desenvolvimento sócio-econômico de mais de 70 municípios e a arrecadação de impostos da ordem de R$ 10 milhões. Pernambuco tem potencial para absorver anualmente 50 mil toneladas de algodão em pluma ou 145 mil toneladas de algodão em caroço. A área de atuação do projeto, segundo o pesquisador do IPA João Luís Coutinho, abrange quatro mesoregiões do Estado, zoneadas pela Embrapa, com aptidão para o cultivo do algodoeiro arbóreo, e vai do Sertão do São Francisco à Zona da Mata. As linhas de ações do programa constam de atividades que contemplam, desde a aquisição de sementes básicas, até a comercialização da produção. Técnicose produtores estão recebendo treinamentos específicos, enquanto está sendo implantada a parte de campo, com agricultores recebendo financiamentos e realizando o plantio em áreas do Sertão e Agreste. Dois cursos de capacitação, financiados pela Secretaria de Trabalho e Ação Social (com recursos do FAT), serão realizados nestes primeiros dias do mês de março, um em Serra Talhada, envolvendo extensionistas da Emater-PE e de várias prefeituras e outro no Cetreino, em Carpina, envolvendo profissionais do Agreste. Ao todo, cerca de 145 técnicos deverão ser formados neste primeira fase do programa. Estes, repassarão os métodos para cerca de 2.900 produtores rurais. |
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