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| (Atualizado no dia 3/4/1998) |
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Um cristo de muitas faces Adolescente ou adulto. Carpinteiro, estudante ou executivo. Pessoas muito diferentes mas com um ponto em comum: vivem a experiência de interpretar o personagem mais conhecido pela humanidade Antígona Monteiro Herick Paiva, 24 anos, estudante, capoeirista e roqueiro. Luiz Augusto de Albuquerque, estudante, 15 anos. Antônio José dos Santos, fabricante de móveis rústicos, 34 anos. Zózimo Alves, também de 34 anos, gerente administrativo de uma fábrica de bebidas. Eles não são famosos como o ator global Fábio Assunção ou como o pernambucano José Pimentel, mas também interpretam, durante a Semana Santa, o principal papel da história mais conhecida pela humanidade: o Drama da Paixão. Estes Cristos fazem parte de grupos de atores de cidades do Interior do Estado e, na maioria dos casos, sem qualquer patrocínio, encenam o espetáculo com muito profissionalismo no meio da rua ou em locais onde eles e os outros componentes das equipes de teatro improvisam. É assim, por exemplo, em Vitória de Santo Antão, Garanhuns, Gravatá, Vicência, Caruaru, Petrolina e Bom Jardim. Neste último município, a encenação se tornou uma tradição, pois já acontece há dez anos consecutivos. Em cada local onde será apresentado o Drama, um novo título. Em Gravatá, ele se chama a "Paixão de Jesus"; na cidade de Petrolina, é conhecido como "Alamedas da Dor" e em Garanhuns, como "A Paixão que vem do alto". Alguns grupos teatrais ainda percorrem outros municípios interioranos com a Via Sacra. Um deles é o de Vicência que, este ano, também vai apresentar "O Ósculo do Traidor" em Machados e São Vicente Férrer, de acordo com o diretor Paulo Henrique Faelande. |
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