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| (Atualizado no dia 1/4/1998) |
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As grandes mentiras da Informática Ao longo do desenvolvimento tecnológico, uma série de boatos e mentiras apavoraram os micreiros Tatiana Diniz Primeiro de abril, Dia da Mentira. Provavelmente você vai passar muitas horas de hoje enfrentando piadinhas do tipo seu sapato está desamarrado e outras coisinhas assim. Afinal de contas, a mentira já faz parte da nossa existência. E com a tecnologia, a realidade não é diferente. Enquanto uma série de descobertas são feitas a cada dia e as inovações na área caminham a passos largos, uma série de balelas vão ficando para trás, desmentidas pelo tempo. As lendas da informática não são nada fáceis de se derrubar. Principalmente porque a maioria dos usuários possui pouco conhecimento sobre os temas deturpados. Na era da Internet, um dos assuntos que mais gerou pânico entre os micreiros foi o surgimento dos vírus de macro. Entre os boatos, muito barulho se fez em torno dos vírus-texto inteligentes. Nesse caso, dizia a lenda, alguém teria encontrado uma maneira de produzir um vírus usando apenas caracteres e símbolos do ASCII de 7 bits, sem nenhum recurso de programação. Tempos depois, chegou-se à conclusão deque a façanha era impossível. Mas até se alcançar esse consenso, várias Listas de Discussão sobre o assunto formas ativadas - a mais famosa delas promovida pelo Good Times. Outra lorota atual absorvida pelos usuários é a afirmação de que os vírus de macro do Word e Excel são capazes de afetar a área de boot das máquinas, danificando todo o winchester. "As macros do Word e Excel só podem executar comandos destes programas", lembra Hernando Flores, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), "logo são inofensivos para qualquer outro programa". E quem nunca ouviu um amigo garantir que estamos todos arriscados a contaminar o micro com um vírus apenas navegando pela Internet? Que horror! Então, pelo simples fato de surfar de um site para outro você estaria pondo em risco todos os arquivos do seu computador? Mais uma mentira. O riscos de contaminação via Web residem apenas nos banners ou na correspondência eletrônica (neste último caso, com o attachment de um arquivo contaminado, que só transmitiráo vírus se for aberto). Os programas de e-mail se converteram numa excelente ferramenta de distribuição de lorotas à distância. Mails comoventes sobre crianças doentes que estão em tratamento em determinado hospital costumam invadir as caixas postais dos internautas, solicitando uma doação e sugerindo que a mensagem seja passada adiante, gerando uma corrente. Vale conferir o endereço que vem na mensagem, geralmente fictício. Os caluniadores eletrônicos não páram por aí e ainda ousam investidas do tipo "Mande dez dólares para o endereço abaixo e fique rico em 24 horas". Dá para acreditar? Uma série de lorotas costumam vir acopladas à chegada das versões betas de programas muito esperados. Geralmente coroadas de promessas e recheadas de broncas, as versões-teste acabam trazendo mais dores-de cabeça aos usuários do que benefícios. Outro engano comum é a crença de que, na hora de se conectar à Internet, o melhor é correr para um grande provedor. Na prática, os médios e pequenos provedores chegam a oferecerserviços tão eficientes quanto os maiores, além de serem mais acessíveis na hora de resolver eventuais broncas dos seus clientes. Para finalizar, vamos desmentir um fato que apavora muita gente. É a história de que no Brasil não existe suporte para os usuários de microcomputador. "Recentemente comprei um computador nacional que deu problema e me espantei ao receber um e-mail diretamente do suporte, se colocando à minha disposição. Parecia brincadeira de primeiro de abril", conta o nosso colaborador Evaldo Williams. Felizmente não era mentira, apesar de parecer. E, para a surpresa de Williams, dessa vez o suporte brasileiro funcionou, de verdade. |
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