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| Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998 |
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É matar ou morrer Agora é tudo ou nada para Cabense, Recife, Grêmio Petrolândia e Flamengo de Arcoverde. Enquanto os oito melhores do campeonato começam a brigar pela conquista da segunda fase, os quatro piores classificados na primeira fase entram em campo para fugir do rebaixamento para a Segunda Divisão em 99 e conseguir uma vaga na fase seguinte da competição. De acordo com regulamento, o primeiro colocado da repescagem se junta aos cinco melhores da segunda fase para disputar um hexagonal. Ou seja, volta a brigar com os "grandes". Por isso, há quem veja o lado bom das coisas, mesmo quando se trata de uma desclassificação. "O outro grupo é mais forte e teoricamente seria mais fácil garantir vaga para a outra fase disputando na repescagem", contentou-se Levi Gomes, técnico do Recife, a grande surpresa entre os quatro piores. RECIFE Terceiro colocado no campeonato do ano passado, o Recife não conseguiu ter a mesma eficiência nos onze jogos que disputou até agora. Somou 15 pontos, vencendo três partidas, empatando quatro e perdendo outras quatro. O motivo para a queda de produção da equipe revelação de 97 pode ser explicado de diferentes formas, dentro do próprio clube. Para Levi, a transferência de jogadores como Bacana, Macalé, Jaílson e Chapecó para o Náutico está fazendo a diferença. "Fortalecemos um adversário e nos enfraquecemos. E a peças de reposição não estão no mesmo nível. A equipe foi dilacerada", reclama o técnico. "Nosso time este ano está equivalente ao do ano passado. Ou até melhor", rebateu o presidente do clube Josimar Ferreira, atribuindo ao azar o motivo da sua equipe ter caído para o grupo da repescagem. "A sorte foi madrasta conosco. Levamos gols sempre nos finais de jogo", explicou. Outro motivo alegado por Josimar foi a "infelicidade do nosso goleiro, Ricardo, que andou levando uns gols fáceis". "Inclusive eu o emprestei para um time de Sergipe", completou. Mas para técnico e presidente a não classificação do Recife entre os melhores do campeonato é coisa do passado e agora, mais do que nunca, ématar para não morrer. "Estou procurando trabalhar bem a parte psicológica dos jogadores e explicando a eles que temos tudo para voltar a brigar por uma fase, caso a gente fique em primeiro na repescagem", analisou Levi, sem esquecer das deficiências técnicas. "Precisamos melhorar a finalização nesta fase". CABENSE Com a pior campanha do campeonato, com apenas dois pontos ganhos, a Cabense também segue no caminho oposto do que fez no ano passado, quando atrapalhou a vida dos grandes que iam jogar no Gileno de Carli. Em 98, a equipe acumulou dez derrotas e um empate. Vitórias, nem pensar. Levou 36 gols contra sete tentos marcados. Mas como toda pontuação foi zerada para a repescagem, não custa nada esperar que tudo seja diferente a partir de hoje. "Estávamos sempre perdendo o jogo nos 20 minutos iniciais, quando levávamos dois ou mais gols. Depois conseguíamos equilibrar a partida, mas era difícil reverter a vantagem", explicou o supervisor e técnico do clube, Tico. "Vamos trabalhar psicologicamente para que o time não tome gols no início do jogo, e possa, quem sabe, sair na frente do placar", apostou. FLAMENGO A exemplo do Recife, o Flamengo de Arcoverde chegou perto da classificação à segunda fase, mas perdeu para o Vitória na última rodada e terminou se juntando aos demais times na repescagem. O seu técnico, Édson Araújo, também acredita na teoria de que "Deus escreve por linha tortas". "Acho que não tínhamos que nos classificar agora. Mas vamos entrar para buscar essa única vaga da repescagem", acredita. Durante a primeira fase, Édson teve alguns problemas de indisciplina no elenco, o que resultou na dispensa dos atacantes Gílson Jacaré e Paulinho. Mas, segundo o técnico, o seu maior problema não foi lá frente, e sim, na defesa, que sofreu 14 gols, contra oito marcados. No total, foram 13 pontos ganhos com duas vitórias, quatro empates e cinco derrotas. "Não tive um goleiro fixo durante a competição. Fui obrigado a revezar os três arqueiros durante os jogos", lamentou. GRÊMIO PETROLÂNDIA Debutante na Primeira Divisão do Pernambucano, o Grêmio Petrolândia enfrentou uma primeira fase bastante atribulada, que foi da troca de técnico após a segunda rodada a inversão de mando de campo. O resultado de todos os problemas enfrentados está na sua fraca campanha: cinco pontos, com uma vitória,um empate e nove derrotas. A exemplo da Cabense, entra em campo hoje para ser a zebra nesta repescagem. |
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