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| Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998 |
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Moura lucra mais em 97 Balanço aponta patrimônio líquido de R$ 50,6 mi As dívidas cresceram 49,7%, pulando de R$ 12,5 milhões para R$ 18,7 milhões de 96 para 97. Seu lucro líquido, no entanto, subiu 659%, de R$ 145 mil para R$ 1,1 milhão. Com um bom motivo para comemorar, o empresário Edson Mororó, da Acumuladores Moura S/A, apresentou, na sexta-feira, o balanço do ano passado. A empresa tem sede em Belo Jardim, a 185 quilômetros do Recife, e conseguiu ainda aumentar seu patrimônio líquido de R$ 48,8 milhões para R$ 50,6 milhões. "O ano passado foi ruim para todo o setor, mas para nós, graças às parcerias que fizemos, foi melhor que 96", afirmou Mororó. O grupo associou-se em 97 à norte-americana GNB, uma das maiores fabricantes de acumuladores elétricos para telecomunicações do mundo, com 50 anos de mercado, e alcançou a posição de fornecedor número 1 da Ford. EXIGÊNCIAS Segundo Edson Mororó, as montadoras estão cada vez mais exigentes e em busca de preços menores. "Não é possível manter uma empresa de pé se não tiver todos os requisitos exigidos pelos clientes. E não é fácil conseguir isso sem se unir a outros grupos que tenham mais mercado e know how", destacou. A Moura, que trabalhava em 96 com uma folga de caixa de R$ 338,7 mil, passou a trabalhar com R$ 614,4 mil no ano passado, quando a empresa investiu R$ 4 milhões em equipamentos, automação e manutenção da fábrica. No balanço divulgado ontem, a Moura apresenta uma redução nas despesas administrativas de um ano para o outro de R$ 4,6 milhões para R$ 3,8 milhões. Por outro lado, as despesas de vendas cresceram. Foram ampliadas de R$ 2,4 milhões para R$ 3,4 milhões. "O que acontece é que muitos dos nossos funcionários saíram da empresa e abriram suas próprias oficinas, passando, muitos deles, a oferecer seus serviços de forma terceirizada à Moura", disse Mororó. |
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