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| Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998 |
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Personagens Janeti do Nascimento A administradora de empresas, pedagoga, com pós-graduação em recursos humanos não imaginava que estaria trabalhando na iniciativa privada, com motivação e segura de que pode prestar bons serviços. Nascimento passou 22 anos na Rede Ferroviária Federal (RFFSA), onde acostumou-se à estabilidade e segurança. Só há um ano e meio, quando participou de um curso oferecido pela Rede aos funcionários que seriam demitidos com a privatização, foi que ela entendeu que precisava buscar um novo trabalho e enfrentar o mercado, aos 42 anos de idade. Tarcísio Costa Os 30 anos de serviços prestados à Celpe pelo economista não foram suficientes para tranqüilizá-lo quando soube que a companhia seria privatizada. Aos 48 anos de idade, ele não pode ainda recorrer ao fundo de pensão da empresa para pedir sua oposentadoria - já que perderia cerca de 70% do salário por não ter ainda completado 55. Costa trabalha para ser um funcionário com múltiplas funções, conhecedor de várias áreas da estatal, para que tenha chances de se manter nela quando for vendida. Ou poder disputar uma vaga no mercado de trabalho. |
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