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| Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998 |
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Nordeste emprega poucos Um mito ruiu com o último levantamento estatístico apresentado pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Aquele de que, na região, é a administração pública (municipal, estadual e federal) que garante a parte dos empregos gerados. Não passa de 5% a contribuição do serviço público para a ocupação da mão-de-obra nordestina. Chega precisamente a 4,3% da população ocupada. Percentual muito próximo do obtido no Brasil como um todo, que é de 4,6%. Em números absolutos, o Nordeste conta com cerca de 860 mil empregados de instituições públicas, duas vezes e meia menos que os postos de trabalho ofertados no comércio. E o Brasil em torno de três milhões, menos da metade dos empregos gerados na indústria. Na região, inclusive, a média percentual de vagas oferecidas ao funcionalismo não é muito diferente entre os nove estados, de acordo com números levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores diferenças estão no Maranhão e Alagoas. No mercado maranhense, os funcionários públicos representam apenas 2,95% da população ocupada total. São ao todo 73,5 mil servidores, contra 240,8 mil no comércio, 290,9 mil no setor de serviços e 1,4 milhão na agricultura. Distorção maior, porém, está em Alagoas. Ali, o emprego estatal envolve 7,8% da população ocupada. |
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