|
|
| Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998 |
|
|
Desemprego nos EUA sobe no mês de março Dispensas na construção NOVA Iorque - A taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual nos EUA em março depois de atingir o recorde de 4,6% em fevereiro. É a primeira vez que essa taxa sobe em dois anos e atinge a marca de 4,7%. Esse número representa a perda de 36 mil postos de trabalho no mês de março, provocada basicamente por dispensas no setor de construção civil. Esse setor vinha contratando muito e foi um dos principais responsáveis pelas baixas taxas de desemprego. Agora, fez um ajuste, disse o analista econômico Richard Segal, do banco Santander. Esse aumento, no entanto, significa muito pouco nos EUA e a taxa de desemprego continua muito baixa, afirmou Segal. De acordo com o representante para a América Latina do Lehman Brothers Inc., Carlos Guimarães, mais importante do que o aumento do desemprego será o índice de preços ao consumidor que será divulgado em duas semanas. Se esse índice vier alto, pode significar um aumento da inflação e também o aumento a curto prazo das taxas de juros. Guimarães disse que é preciso saber se o volume de exportações de produtos asiáticos que entraram foi alto, porque a demanda interna está muito forte. Se foi baixo, pode ter pressionado a inflação. Mas isso tudo é a curto prazo. A médio prazo, a expectativa é apenas de juros e inflação baixos. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York bateu hoje em 9.000 pontos, pela primeira vez na sua história, pela manhã. Depois caiu e fechou o dia em 8.983 pontos. Segundo Segal, alguns analistas já falavam hoje em superaquecimento, mas o estado geral era de animação. Há algum tempo, já se fala que os altos índices vão provocar uma crise, mas, de acordo com Segal, isso é encarado na Bolsa de Nova York como uma eventualidade de alguma dificuldade daqui a três anos. Até agora, a posição dos investidores é de otimismo e até confiança baseada na história da Bolsa dos últimos dez anos, que teve uma média de crescimento de 15% ao ano. |
|