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| Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998 |
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O cofre Custo da campanha Governador - R$ 6 milhões, segundo cálculos de políticos. Ressalte-se que o governador, como cabeça de chapa, recebe ajuda de grupos econômicos, senadores, deputados e, se for governista, da máquina pública. E só tira dinheiro do seu bolso para pagar guia eleitoral, hospedagem e, às vezes, transporte. Declara normalmente menos de 10% das despesas de campanha ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Senador - entre R$ 2 milhões e R$ 3,5 milhões. Os candidatos a senador são divididos em duas categorias: garupeiros, que são carregados pelos candidatos a governador, e os financiadores, que bancam a campanha da chapa que integram e ajudam alguns candidatos da chapa proporcional. Também declaram menos de 10% das despesas ao TRE. Deputado estadual - R$ 500 mil. Há dois meses, a previsão de gastos era de R$ 300 mil. Para fechar um município, isto é, ser o mais votado, o candidato a deputado, além de bancar o apoio de prefeitos e vereadores, gasta pelo menos R$ 30 mil, segundo os próprios políticos admitem. Deputado federal - entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, correspondentes ao dobro e ao triplo dos gastos de um candidato a deputado estadual. A maioria dos candidatos a deputado federal não possui prefeito e vereador. Por isso, eles bancam as campanhas dos candidatos a deputado estadual com os quais fazem dobradinha. De onde vem o dinheiro Governador, senador e deputado federal - No Sul do país, sobretudo junto ao empresariado de São Paulo, onde o dinheiro circula na praça, ao contrário dos estados nordestinos. O empresariado pernambucano não tem cacife para eleger governador. A situação se agravou com a quebradeira de usinas, empresas e de dois bancos - Banorte e Mercantil. Políticos do estado frisam que sai mais barato para os empresários paulistas bancarem a eleição de deputados e senadores do Nordeste. Deputado estadual - Vai atrás da máquina administrativa estadual e dos candidatos a governador, senador e deputado federal. Gastos eleitorais Propaganda (guias eleitorais de TV e rádio, sites na Internet, camisas, chaveiros, botons, adesivos, bonés, equipe de jornalistas, marketeiros e publicitários, muros de casas); comissão mensal (pró-labore) para prefeitos, vereadores, cabos eleitorais e lideranças; remédios, cestas básicas, transportes, contas de bar, hospitais, bingos... |
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