Recife, Domingo, 5 de Abril de 1998

Petistas se isolam

O PT pernambucano vive uma crise de identidade política. Pela primeira vez em muitos anos não apresentou candidatos para a disputa majoritária de uma eleição e sequer sabe com que legenda irá se coligar. As disputas internas entre tendências divergentes ameaçam rachar o partido. Radicais, principalmente no trato com o governo Arraes, as tendências majoritárias, lideradas pela Democracia Socialista do vereador Sérgio Leite, decidiram por lançar como opções para a chapa majoritária três nomes inexpressivos: Marcus Tullius, Ceres Figueiredo e Roberto Leandro - todos sem densidade eleitoral.

Inicialmente, o PT havia indicado apoio ao presidente estadual do PDT, o ex-prefeito de Caruaru José Queiroz. No entanto, condicionava a coligação a um acordo exclusivo entre petistas e pedetistas, ponto que Queiroz descarta totalmente. O pedetista diz que aceita sair candidato a senador ou até mesmo a governador, mas só se a Frente Popular se reunir. Ou seja, com o PSB, algo que Sérgio Leite e comandados rejeitam com veemência.

Resta ao PT a alternativa de sair sozinho. Mas nenhum dos caciques do partido aceitou, até o momento, o desafio. Os deputados federais Fernando Ferro e Humberto Costa, os estaduais Paulo Rubem e João Paulo e os vereadores Dilson Peixoto e Leite devem recorrer a um lema: cada um por si e todos por nenhum.


Nanicos unem forças na eleição

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