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| Recife, Sábado, 4 de Abril de 1998 |
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Greve dos professores atinge 19 universidades Segundo o Ministério da Educação, 17 instituições não pararam BRASÍLIA - Dezenove universidades federais aderiram parcialmente à greve nacional dos docentes e, em três, todas as atividades foram suspensas: Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal de Ouro Preto e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Segundo o balanço dos quatro primeiros dias de greve feito pelo MEC, 17 universidades ainda não foram atingidas pela paralisação. A situação é de impasse, porque o Ministério da Educação não aceita negociar dois itens da pauta de reivindicação dos professores: reajuste salarial de 48,65% e o fim do Programa de Incentivo à Docência, criado através de medida provisória. O programa, que prevê a concessão de bolsas para os pesquisadores que dão aula na graduação, está dividindo os professores ligados ao Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) e à Associação Nacional dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A Andes afirma que, com o programa, o governo quer substituir o reajuste salarial por bolsas. Já o diretordo Departamento de Política do Ensino Superior do MEC, Luiz Roberto Curi, garantiu que a Andifes e o ministério "caminham para um consenso em torno da instituição do programa". O sindicato dos docentes enviou ofício ao presidente da Andifes questionando a posição da entidade. O vice-presidente da Andes, Fernando Pires Filho, disse que estranhou a posição da Andifes, já que o programa de concessão de bolsas havia sido rejeitado pelas assembléias de docentes."Qualquer destaque à utilização de bolsas para incentivo à graduação é mecanismo, já sabido, diversionista, porque certamente não atenderá a todos os docentes ativos e inativos", afirmou o vice-presidente da Andes. REIVINDICAÇÕES Segundo o diretor de Ensino Superior do MEC, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, não vai negociar salários com os professores, porque esta é uma atribuição do Ministério da Administração. Além do atendimento às reivindicações imediatas, os docentes em greve exigem a instalação de uma mesa de negociação para discutir aspropostas da Andes para o ensino superior. Os docentes afirmam que a proposta apresentada pelo governo "privatiza a educação no país, fere a autonomia das universidades, reduz seu financiamento e provoca arrocho salarial", entre outros problemas. "É importante desconectar a educação das necessidades de desenvolvimento do país e colocar a formação técnico profissional como mero adestramento de mão-de-obra", defende o vice-presidente da Andes, Fernando Pires Filho. A expectativa do sindicato é de que ocorram novas adesões à greve na próxima semana, após a realização de assembléias já marcadas em várias universidades, entre elas, a Federal do Rio Grande do Norte e a Federal de Goiás. Protesto na entrada não atrapalha festival Na abertura da festa, à noite de ontem, o barulho do festival Abril Pró Rock contou com um elemento que não estava na programação dos organizadores. Um carro de som, contratado pela representação local da União Nacional dos Estudantes-Une, colocado nas proximidades do Centro de Convenções, protestava contra a exclusão da meia entrada, nos preços dos ingressos: R$ 15,00 para quem comprou antecipadamente e R$ 20,00 comprado na bilheteria. Houve tumulto e o estudante Gildo Neves foi detido, porque se recusou a atender a ordem dos policiais, de retirar o carro do local, a pedido dos promotores da festa. O show que estava previsto para iniciar às 20h, começou com uma hora de atraso. Dentro do Centro de Convenções, indiferentes a barulheira do lado de fora, os quase quatro mil expectadores vibraram com os sons produzidos pelas bandas Cascabulho, Comadre Florzinha, Querosene Jacaré, Luciana Pestano (RS) e Skank (BH). Mas a festa da noite de ontem foi aberta pelo pernambucano Edmilson do Pífano, uma das grandes revelações da música regional que ocupou o palco número um e fêz a platéia vibrar. Ele apresentou as músicas do seu disco, o primeiro a ser gravado pelo selo Mongroove. Exército pode reprimir MST PARAUAPEBAS - O Exército pode abandonar o patrulhamento ostensivo que vem caracterizando a Operação Presença, em Parauapebas, no sul do Pará, com o objetivo de evitar conflitos armados entre sem-terra e fazendeiros, e passar a atuar na repressão de eventuais invasões de terras. "A situação está tranqüila aqui desde a nossa chegada. Mas estamos acompanhando os fatos e notificando nosso comando. Se recebermos ordens para atuar, vamos cumprí-las", disse ontem o oficial do Exercito. Figueiredo está internado RIO - O ex-presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo, de 80 anos, continua internado na Clínica São José, no Rio, onde, segundo a família, está sendo submetido a "exames de rotina". Ontem, os médicos decidiram renovar os testes de sangue e urina, mas a assessoria do ex-presidente não divulgou a razão do pedido. Um dos assessores, Amauri José dos Santos, disse que dificilmente Figueiredo garantiu que ele está muito bem e, no check-up, não foi encontrado qualquer problema. |
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