Recife, Sábado, 4 de Abril de 1998

Há 150 anos

Terça-feira, 4 de abril de 1848.

Diário de Pernambuco. - Recife, 3 de abril de 1848. - Acha-se em perigo de vida o Sr. Manoel Eugênio do Patrocínio, que, pelas 2 horas da madrugada de 3 do corrente, recebera uma punhalada no peito esquerdo, dada por um mendigo, a quem ele fora acomodar em ocasião em que se dispunha a travar briga com outro, no largo do Colégio. Dizem-nos que o referido mendigo fora capturado pela polícia, e recolhido a prisão.

Escravos Fugidos. - Fugiu, no dia 25 do próximo passado, do engenho Caraúna, do Sr. tenente-coronel Domingos de Souza Leão, a escrava Tereza, crioula, tirando a cabra, de 30 anos, de mediana estatura, seca do corpo, cara comprida e seca, dentes abertos, e muito castigada de relho nas costas: quem a pegar leve-a ao dito engenho, que será gratificado.

Compras. - Compram-se duas escravas moças, que tenham algumas habilidades: no beco do Sarapatel, sobrado nº 12.

Há 100 anos

Sendo o dia 4 de abril de 1898 uma segunda-feira, o DP não circulou. Lia-se na edição da terça-feira, dia 5:

Revista Diária. - Dobrado. - Fomos obsequiados com um exemplar da segunda edição do lindo dobrado, pra piano, Glória de Oscar, dedicado a Exma. Sra. D. Maria Helena Andrade Guimarães, digníssima consorte do General Artur Oscar. Já tivemos ocasião de opinarmos sobre o valor da referida música. Gratos ao autor, o Sr. Gabino de Lemos Duarte, pela oferta.

Procissão das Chagas. - Realizou-se anteontem à tarde a procissão do Senhor Bom Jesus das Chagas, São João e Nossa Senhora das Angústias. Partindo da igreja do Paraizo, a procissão percorreu diversas ruas das freguesias de Santo Antônio e São José sendo acompanhada por muitas corporações religiosas e inumerável concurso de povo. Os andares em que iam imagens estavam lindos e artisticamente preparados.

Jornal da Infância. - Temos sobre a mesa o nº 8, ano I, desse interessante periódico da Capital Federal, que vai perfeitamente preencher os fins a que se destina. Obrigados pela visita.

Há 50 anos

Domingo, 04 de Abril de 1948.

Coisas da cidade - Luz para a Biblioteca - Os leitores que procuraram a nossa pobre Biblioteca, durante à noite, queixam-se de que não há luz naquelas salas, desconsoladas salas. Sim, não há luz. O sr. Barbosa Lima, que é letrado, vá uma noite à Biblioteca. Vá como simples mortal. Assente-se, peça um livro ou uma coleção de jornais (pode pedir, se quiser, a coleção do nosso Diário, ano de 1848, para ver o documentário sobre a Praieira), e verifique se consegue a si mesma: a verba de material vai a 12 contos por ano. Por isso não há luz. Os salões têm um aspecto fúnebre, funéreo. Entretanto, os cabarés e os cassinos do bairro do Recife são iluminados a luz fluorescente. Não custava grande coisa ao Estado mudar a instalação de luz, instalar alguns ventiladores, dar à biblioteca um pouco mais de conforto e bem-estar. Afinal de contas, o povo paga para isso. E se o sr. Barbosa Lima não trata dessas coisas, quem então poderá tratar? Se o governador é membro da Academia com mais razãodeverá cuidar dos problemas culturais da cidade e do Estado (...) - (Z). - Aníbal Fernandes.

Fale conosco diario@dpnet.com.br

MAPA BRASIL ECONOMIA ESPORTES HISTÓRIA HUMOR
INFORMÁTICA INTERIOR MUNDO VEÍCULOS VIAGEM VIDA URBANA VIVER