|
|
| Recife, Quinta-Feira, 2 de Abril de 1998 |
|
|
Ensino superior permanece paralisado O presidente FHC se diz surpreso com o movimento dos professores SÃO PAULO - No segundo dia de greve de professores das universidades federais, o número de instituições que aderiram ao movimento se manteve estável. O balanço foi divulgado ontem pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). O sindicato informou que 18 instituições estão em greve por tempo indeterminado. Além destas, outras quatro realizaram hoje paralisações temporárias. Assim, ontem 22 unidades estavam paradas, segundo avaliação do sindicato. A entidade não sabe informar quantos professores em cada unidade aderiram à greve. O balanço do Ministério da Educação (MEC) diverge dos dados fornecidos pela Andes. Quatro unidades realizaram assembléias hoje, mas os resultados não foram divulgados até as 18h30. Existem no Brasil 52 instituições de ensino superior. Entre elas, três já declararam ser contrárias à greve: Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e Universidade Federal do Piauí. Até a próxima quarta-feira, outras sete instituições têm assembléias marcadas para decidir se entram em greve ou não. O sindicato mantinha a estimativa de atingir 70% das universidades até o final da semana. SURPRESA O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que está surpreso com a greve de parte dos professores universitários. "Ela parece estranha", disse o porta-voz da Presidência, Sérgio Amaral. Segundo o presidente, o governo federal pode apresentar três motivos para a supresa. "O governo resolveu criar o incentivo para os professores que atuam na graduação, que pode chegar a aumento de até 48% nos salários; deu clara demonstrações de que é prioridade o ensino da graduação; e buscou respeitar a autonomia universitária, deixando que as universidades buscassem a melhor forma de aplicar esse incentivo à graduação", afirmou Amaral. Itamar ataca equipe econômica de FHC WASHINGTON (EUA) - Poucos minutos após sua despedida formal da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde serviu os últimos 18 meses como representante do Brasil, o ex-presidente Itamar Franco tirou as luvas. Em seu ataque mais duro contra a política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso, Itamar atingiu em cheio a equipe econômica, que segundo ele, "quando deixar o governo vai servir às empresas multinacionais, vai fundar os seus bancos, vai vender as informações que tem da administração pública a essas empresas". Essa equipe, disse Itamar, com a aprovação do presidente, "vai levar o país a uma posição muito difícil." Itamar também disse ontem que considera a convenção do PMDB em março como um exemplo do fascismo - as políticas nacionalistas, imperialistas, anti-liberais e antitemocráticas do governo de Benito Mussolini. Segundo o ex-presidente, ele chegou ao Brasil no início do mês de março comprometido a respeitar o resultado da convenção, porque esperava que a convenção fosse um exercício democrático. Para ele, claramente não foi. João Figueiredo procura dr. Fritz RIO - O ex-presidente da República, general João Batista Figueiredo, 80 anos, recebeu ontem a visita de Rubens Faria Júnior, que encarna o espírito do famoso médico alemão dr. Fritz. Desde domingo, Figueiredo está internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio, para um check-up, segundo informações do general Meton Gadelha, amigo do ex-presidente. De acordo com Rubens Faria, o estado de saúde do ex-presidente é muito bom: "Ele está sendo submetido apenas a exames de rotina. O general está se alimentando e conversando normalmente e sua capacidade de raciocinando é muito grande", disse o paranormal, que, no ano passado, operou a coluna do ex-presidente depois de receber o dr. Fritz. Rubens acredita que, em breve, Figueiredo receberá alta. Ontem, ambos falram sobre o governo FHC. |
|