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Heitor Cunha |
O banco de reservas da Paixão de Cristo
A vida dura dos pernambucanos que ensaiam mas ficam nos bastidores de Nova Jerusalém
Mariza Pontes Da equipe do DIÁRIO
Quando Rubem Rocha Filho quebrou a perna, ainda durante os ensaios do ano passado, o ator Jones Mello, que interpretava Caifás, assumiu o seu lugar, no papel do Príncipe do Sinédrio. Elias Mendonça foi pro lugar de Jones e um terceiro acabou no lugar de Elias. E ninguém - ninguém mesmo - notou a diferença. Essa dança das cadeiras faz parte da estratégia de sobrevivência do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Neste ano, a medida de prevenção aumentou, com a contratação de dois atores especialmente para funcionarem como reservas dos papéis mais importantes: o de Cristo e o de Judas.

João Alberto
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