Recife, Sábado, 28 de Março de 1998

Avanços na urologia para o tratamento da próstata

Novo aparelho vai ajudar até no diagnóstico da impotência sexual

O incômodo toque retal para identificação de doenças da próstata, que tanto atormenta os homens, já pode ser substituído por uma forma indolor de diagnóstico. Trata-se do exame através do aparelho de bio-thensimetria, que identifica com precisão as lesões nos nervos. O equipamento foi desenvolvido em Ohio, Estados Unidos, e trazido para o Recife há cerca de uma semana. "Mesmo a um custo de US$ 3 mil, vale a pena investir nesse tipo de tecnologia", garante o urologista e andrologista Alex Ribeiro, que importou o aparelho, instalado em sua clínica no Derby.

"Por ser algo bastante novo, existem apenas três iguais a ele em todo o país, sendo que dois estão em São Paulo. Um inclusive no Hospital das Clínicas, onde está sendo usado pelos estudantes de medicina", explica o médico. Portátil e bastante leve, o aparelho funciona através da sensibilidade vibratória, um dos primeiros sinais de que o nervo não está bem. "Basta encostá-lo no nervo e se houver mesmo algum problema, ele aponta imediatamente, facilitando odiagnóstico", explicou. De acordo com o médico, o exame pelo reto e pelo canal da uretra para identificação do tumor de próstata é um pouco doloroso e desconfortável. "Por isso, os pacientes que chegam ao meu consultório estão optando agora pela bio-thensimetria para identificar lesões nos nervos", disse o médico.

Outro fantasma que sempre perseguiu os homens foi o da impotência sexual. Um mal, na maioria das vezes, bastante difícil de ser diagnosticado. Eram necessários muitos exames, algumas vezes bastante demorados. Alex Ribeiro conta que o aparelho também ajuda neste sentido, pois se a razão para impotência for algum problema com os nervos localizados na região genital, ela pode ser identificada com facilidade, o que agiliza o tratamento.


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