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| Recife, Sábado, 28 de Março de 1998 |
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Americano tenta convencer Netanyahu JERUSALÉM - O emissário norte-americano no Oriente Médio, Dennis Ross, iniciou, ontem, em Israel e nos territórios ocupados, a árdua missão de propiciar um acordo sobre a retirada militar israelense da Cisjordânia. Em sua primeira visita à região em três meses, Ross se entrevistou longamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, antes de viajar a Ramalça para reunir-se com o presidente palestino, Yasser Arafat. Abandonando seu papel de mediador passivo, os Estados Unidos deram a entender, pela primeira vez, que divulgarão seu próprio plano de retirada militar da Cisjordânia se as partes não conseguirem um entendimento e a reativação do processo de paz, bloqueado há um ano. PRESSÃO Essa ameaça velada está destinada, primeiro, a superar as resistências de Netanyahu, para convencê-lo a aceitar uma retirada de mais de 10% da Cisjordânia. "O processo de paz no Oriente Médio está moribundo há muito tempo", advertiu o porta-voz do Departamento de Estado, James Rubin. Uma vez obtido o acordo, os norte-americanos parecem convencidos de que Arafat deverá aceitá-lo irremediavelmente, com a condição de que um acordo com essas características não tente contra os interesses palestinos essenciais. Para isso, Ross dedicou suas primeiras reuniões aos israelenses. No primeiro dia de sua missão, entrevistou-se com o presidente do Estado, Ezer Weizman, reunindo-se, ontem, com Netanyahu. RESISTÊNCIA Até agora o primeiro-ministro se opôs vigorosamente ao projeto preparado pelos Estados Unidos, que prevê a evacuação, por parte das forças israelenses, de 13,1% da Cisjordânia, o que se juntaria aos 27% já controlados, parcial ou totalmente, pela Autoridade Palestina. Netanyahu, que acredita que a segurança israelense corre perigo se isso for oficializado, se expõe a um confronto diplomático com o principal aliado de Israel. O premier tem acusado os norte-americanos de violar seu compromisso de que somente Israel decidiria a amplitude de suas retiradas dos territórios ocupados. O governo israelense propõe uma retirada de aproximadamente 9% da Cisjordânia, mas com múltiplas condições. Segundo notícias divulgadas pela Imprensa israelense, Netanyahu está disposto a aceitar a contragosto até 11%. Mas insiste em que essa retirada seja a primeira e última durante o período de autonomia transitória, que expira em 1999, embora os acordos tenham previsto três retiradas antes de meados de 1998. |
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