(Atualizado no dia 27/3/1998)
Eudes Santana O grupo, que é formado por músicos, artesãos, humoristas, artistas plásticos e animadores culturais, vem se reunindo para discutir idéias que possam mostrar o potencial da cidade

Os artistas de Gravatá se juntam para levantar o astral do município

Com criatividade, a população quer mudar a imagem desgastada que a cidade tem hoje

Através do grito e das manifestações de seus artistas e intelectuais, Gravatá quer ser ouvida. Um grupo formado por artistas plásticos, músicos, humoristas, artesãos e animadores culturais reuniu-se num ato simbólico, realizado no Alto do Cruzeiro, para gritar para o mundo que a cidade tem valor, potencial e muita arte para brindar seus filhos e visitantes. Trata-se de um Movimento Cultural dos Artistas de Gravatá que tem o objetivo de divulgar as potencialidades do município no momento em que ele se prepara para receber cerca de 80 mil veranistas e turistas no próximo feriado da Semana Santa.

Distante 84 quilômetros do Recife, com 507 quilômetros quadrados de área distribuída entre pequenas propriedades instaladas em serras, montanhas e várzeas repletas de mananciais, Gravatá - graças a seu clima ameno - é uma das cidades turísticas do Interior mais importantes de Pernambuco. Com 70 mil habitantes e uma população flutuante estimada em 35 mil pessoas que a invadem nos finais de semana, Gravatá quer ser prestigiada pelo talento de seus artistas.

Pelo menos essa é a intenção do grupo liderado pelo músico Maurício Menezes que coordena um movimento de exaltação e de resgate da imagem que Gravatá sempre desfrutou nacionalmente. "Pernambuco e o Brasil precisam conhecer melhor os talentos da terra e os trabalhos que eles realizam. Nossa intenção é mostrar o potencial intelectual e artístico desse povo e procurar, através da manifestação da nossa arte, engajar a população flutuante que acolhemos para participar com a gente da discussão dos nossos problemas", diz ele.

Gravatá não é só a cidade do clima excepcional, dos hotéis, dos conjuntos habitacionais de veranistas, dos haras, das fazendas, das fábricas de móveis rústicos, da produção agrícola e das cachoeiras da zona rural. "Esse potencial nos enche de orgulho, mas as pessoas de fora precisam saber mais sobre Gravatá e seus valores", ressalta o artista plástico Marciel Belarmino. Segundo ele, tem muita gente que possui casa no município, não paga o IPTU e ainda sai reclamando das deficiências da cidade. "Gravatá está vivendo uma de suas piores crises exatamente pela falta de engajamento dos que amam e curtem esta cidade. Queremos unir esses elos e encontrar as soluções dos nossos problemas através do diálogo e da interação que a arte proporciona", ressalta.

Os artistas de Gravatá querem esquentar os corações das pessoas nesta temporada de frio que se inicia. O grupo quer mostrar seu talento abrindo espaços para apresentações nas praças públicas, nas chácaras e fazendas, nos hotéis e nos conjuntos residenciais da cidade que vão estar repletos de veranistas.

FESTAS

Quem desejar realizar festas de aniversários, reunir amigos em torno de um humorista, de um mágico ou de um músico de talento, deve contratar um artista de Gravatá para fazer a apresentação nas chácaras, conjuntos residenciais ou nas fazendas. As crianças também dispõe de palhaços engraçados. São artistas da terra que amam Gravatá e têm interesse em divulgá-la. Nesse sentido, o grupo criou uma bolsa de talentos, em que a população pode contratar humoristas, grupos de palhaços, seresteiros, músicos ou adquirir os produtos dos artistas plásticos da região. Informações com Maurício Menezes (no Bar Acalanto).


Giba, da Áustria, para um show no Acalanto

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