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| (Atualizado no dia 27/3/1998) |
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Academia de Letras tem imortal do Interior José Nivaldo Barbosa ocupa, a partir de hoje, a cadeira 38 Tony Duda Um homem simples, católico, que passou sua infância em contato com o meio rural, entre as plantações de cana-de-açúcar, criação de gado e histórias populares. Estamos falando de José Nivaldo Barbosa de Souza, de 74 anos, o novo imortal da Academia Pernambucana de Letras, que ocupa, a partir de hoje, a cadeira 38, no lugar do acadêmico Rui Ayres Bello. Autor de cinco livros e diversos contos (quase todos em segunda edição pela Editora Bagaços), ele guarda em sua casa inúmeros troféus e prêmios, que recebeu na área médica, literária e como pecuarista. O escritor afirma que, com a novidade, nada vai mudar em sua vida ao dizer que ninguém é imortal e que quer continuar aprendendo a escrever. José Nivaldo nasceu em 28 de maio de 1924, na Vila do Cedro, município de Limoeiro. É filho de Severino Barbosa de Sousa e Josefa Celecina de Sousa e casado com Maria Neise Monteiro Gondim, com quem tem sete filhos. A vila onde nasceu foi palco de inspiração para seu primeiro livro: Amor, fuxico e emancipação, em 1967, doqual recebeu o prêmio Othon Bezerra de Melo, pela Academia Pernambucana de Letras. A obra relata histórias, baseadas em fatos diários da cidade. Ele percebeu seus dotes literários aos 14 anos no Ginásio Limoeiro. Seu professor, na época, José Cândido de Carvalho, passou uma redação para a turma, e quando corrigiu, disse : " Esse trabalho tem começo de um romance". A frase que começava a redação era: " - No interior de uma budega, duas pessoas conversavam e bebiam." Amigo da escritora Rachel de Queiroz, ao escrever um livro, José Nivaldo diz que é preciso três coisas: ter vivência, criar e imaginar. Ele vai escrevendo a história e, por último, é que dá os nomes aos personagens. Quase todos retratam histórias regionais e acontecimentos no próprio consultório clínico ou cidade. E aos poucos, começa a usar o computador na arte de escrever. "Sou apreciador da vida. Aprendi mais com o povo do que com os tratados", relata. |
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